Lei do retorno: por que o universo diz “aham” para tudo o que você fala, segundo Bashar
Segunda-feira, 6h40. O despertador toca, você pega o celular, vê três mensagens do trabalho e solta, ainda deitada: “Hoje vai ser um dia daqueles” (de forma negativa, desanimadora). Você nem percebe que disse isso. Mas, segundo Bashar, alguém ouviu, e respondeu: “aham”.
Esse “aham” é o centro da forma como Bashar explica a lei do retorno. E, quando você entende o que ele quer dizer, fica difícil ouvir as próprias frases do mesmo jeito.
Resposta rápida: para Bashar, a lei do retorno é simples: o que você emite é o que volta. A forma como você descreve e define uma situação é a forma como vai vivê-la, porque o universo apoia incondicionalmente aquilo que você escolhe acreditar. Por isso, ele diz que seu maior dom é o poder de escolher.
O que é a lei do retorno segundo Bashar
Muita gente conhece a lei do retorno pelo ditado “aqui se faz, aqui se paga”, como se fosse um sistema de castigo e recompensa. A versão de Bashar é diferente. Ele não fala de punição. Ele fala de reflexo.
No trecho que legendamos para o Reels, ele começa direto: o que você emite é o que volta para você, e essa é a lei. Em seguida, completa que a forma como você descreve algo, como você define algo, é a forma como você vai viver aquilo.
Ou seja: a lei do retorno, para Bashar, começa antes da ação. Começa na definição.
E é aqui que fica interessante.
“Eu te apoio incondicionalmente”
Bashar dá um exemplo que todo mundo já disse um dia: “isso vai ser difícil”. E a resposta dele é quase engraçada: bom, sim, é claro. O universo vai dizer: eu te apoio incondicionalmente em acreditar que isso vai ser difícil.
Ele insiste na palavra. Pede para a pessoa procurar no dicionário. Incondicional. Sem condição. O universo não avalia se a sua definição é boa ou ruim para você. Ele simplesmente apoia.
Até “é difícil mudar” é uma definição
Bashar vai mais longe. Se você diz que vai ser uma luta, um sufoco, um conflito, muito, muito difícil, e ainda acrescenta que todo mundo sabe que é difícil mudar isso, o universo responde: aham.
Repare no detalhe: até a frase “é difícil mudar” entra na conta. Ela também é uma definição, e também recebe apoio.
Agora, a outra ponta. Se você diz que isso vai ser um desafio maravilhoso, criativo e curioso, que vai te ajudar a expandir e a ser mais quem você é, a Criação diz a mesma coisa: aham.
A resposta é idêntica. O que muda é o que você colocou na frente dela.
Lei do retorno na prática: exemplos do dia a dia
Os exemplos abaixo são nossos, não falas do Bashar. A ideia é desenhar na sua cabeça como esse “aham” aparece na vida real.
No trabalho. Duas colegas recebem o mesmo projeto em cima da hora. A primeira diz: “Lá vem bomba, vou me ferrar”. Passa a tarde procurando o que pode dar errado e encontra. A segunda diz: “Prazo curto, vamos ver o que eu consigo fazer com isso”.
Ela também se cansa, mas procura soluções, pede ajuda mais cedo e termina com algo para mostrar. O projeto era o mesmo. A definição, não.
Na família. Você vai ao almoço de domingo pensando: “Minha mãe vai implicar com alguma coisa, sempre implica”. Você chega armada. Qualquer comentário vira ataque. Agora imagine chegar pensando: “Vou reparar no que ela faz de carinho hoje”. Ela pode até implicar. Mas você vai perceber outras coisas, e vai responder de outro jeito.
No relacionamento. “Homem nenhum presta.” “Mulher só quer se aproveitar.” Quem repete isso por anos costuma encontrar provas a cada novo encontro. O universo, na lógica de Bashar, apoia sem discutir.
No dinheiro. “Dinheiro na minha mão não para.” Repare em quantas decisões você toma com essa frase rodando no fundo. Ela não paga nem atrasa nenhuma conta sozinha, mas define como você olha para cada uma delas.
E você? Qual frase você mais repete sem perceber: “vai ser difícil” ou “vai dar certo”?
Se esse tema mexe com você, vale ler também o que Bashar ensina sobre os sinais do universo e tudo o que acontece lá fora, porque ele conversa diretamente com essa ideia de reflexo.
O que a ciência diz sobre a forma como definimos as situações
Aqui separamos bem as coisas: a ciência não fala em “universo dizendo aham”. Mas existem estudos sérios mostrando que a forma como definimos uma situação muda a forma como reagimos a ela.
O estudo de Alia Crum sobre estresse. Em 2013, a psicóloga Alia Crum, com Peter Salovey e Shawn Achor, publicou uma pesquisa no Journal of Personality and Social Psychology. Eles mostraram que a visão das pessoas sobre o estresse pode ser alterada assistindo a vídeos curtos que o apresentavam de uma de duas formas: como algo que fortalece ou como algo que debilita.
E mais: quem passou a ver o estresse como algo que fortalece teve uma reação de cortisol mais moderada e mais vontade de receber feedback sob pressão. (fonte no PubMed) nihnih
O estudo “Fique animado”, de Harvard. A pesquisadora Alison Wood Brooks testou outra coisa. Ela observou que a grande maioria das pessoas acredita que tentar se acalmar é a melhor forma de lidar com a ansiedade antes de uma tarefa, e investigou uma alternativa: reinterpretar a ansiedade como empolgação, em situações como cantar no karaokê, falar em público e resolver contas.
Coisas simples, como dizer em voz alta “estou animado”, levaram as pessoas a se sentirem mais animadas, a enxergarem a situação como oportunidade e não como ameaça, e a terem um desempenho melhor. (fonte no PubMed) nihnih
Repare como isso lembra o exemplo de Bashar: trocar “vai ser difícil” por “vai ser um desafio criativo”. A ciência não confirma a parte espiritual. Mas confirma que a definição não é um detalhe.
Então, como trazer isso para a sua rotina?
Como usar a lei do retorno a seu favor: 5 passos
Os passos abaixo são uma sugestão nossa, inspirada no que Bashar diz no vídeo.
- Escute as suas frases automáticas. Durante um dia, anote as frases que você solta sem pensar: “vai ser puxado”, “comigo nunca dá certo”, “segunda é um sufoco”.
- Pergunte: isso é um fato ou uma definição? “Tenho cinco reuniões” é um fato. “Vai ser um inferno” é uma definição.
- Troque a definição, não o fato. Mantenha as cinco reuniões. Mude a frase para algo que você consiga sustentar, como o exemplo do próprio Bashar: “vai ser um desafio que me ajuda a crescer”.
- Fale em voz alta. O estudo de Brooks sugere que dizer a frase em voz alta já faz diferença.
- Escolha de novo quantas vezes precisar. Você vai escorregar para o “vai ser difícil” várias vezes. Tudo bem. O poder de escolher não acaba.
Exercício para fazer hoje: escolha uma tarefa de amanhã que você já está chamando de chata ou difícil. Escreva a frase antiga num papel. Embaixo, escreva uma nova definição para a mesma tarefa. Amanhã de manhã, antes de pegar o celular, leia a nova em voz alta.
Esse treino combina muito com o que Bashar ensina sobre como ter mais paciência vivendo o agora.
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Ferramentas que ajudam a trocar as definições
Mudar uma frase que você repete há anos fica mais fácil com apoio:
- Um caderno ou diário de autoconhecimento: escrever a frase antiga e a nova, todo dia, deixa o padrão visível.
- Apps de meditação guiada: poucos minutos de silêncio ajudam a perceber o que a mente está dizendo antes de você repetir em voz alta.
- Livros sobre mentalidade: a psicologia tem obras ótimas sobre como nossas crenças influenciam o que fazemos.
- Organização financeira: se a sua frase é “dinheiro na minha mão não para”, uma planilha simples de gastos ajuda a separar o fato da definição.
Se você está numa fase em que tudo parece pesado, leia também por que, segundo Bashar, as fases difíceis podem acelerar o seu crescimento espiritual.
“Seu maior dom é o poder de escolher”
No fim do trecho, Bashar resume tudo: o que você diz vale, você está no comando, e isso é poder. Seu maior dom é o poder de escolher. Escolha com sabedoria.
Ele ainda descreve o que seria um ser humano pleno: telepático, psíquico, amoroso, criativo, imaginativo, alguém que vive no presente. E termina com um convite: torne-se plenamente humano.
Para ele, escolher bem as próprias definições faz parte de ser inteiro.
Quem é o Bashar?
Bashar é uma entidade canalizada desde a década de 1980 pelo norte-americano Darryl Anka. Em suas sessões, ele fala sobre crenças, realidade, lei da atração e o poder de escolha de cada pessoa. Mais informações estão no site oficial do Bashar. Aqui no blog, tratamos os ensinamentos dele como uma visão espiritual, sempre separando o que ele diz do que é pesquisa científica.
Perguntas frequentes sobre a lei do retorno
O que é a lei do retorno segundo Basha
É a ideia de que o que você emite é o que volta para você. Para ele, a forma como você define uma situação é a forma como vai vivê-la.
A lei do retorno é castigo?
Na visão de Bashar, não. O universo não pune nem premia: ele apoia incondicionalmente aquilo que você escolhe acreditar.
Qual a diferença entre lei do retorno e lei da atração?
São ideias próximas. Neste trecho, Bashar enfatiza o papel das suas definições e palavras: o que você diz sobre uma situação molda como você vai vivê-la.
Existe comprovação científica da lei do retorno?
Não da parte espiritual. Mas estudos de psicologia, como os de Alia Crum e Alison Wood Brooks, mostram que a forma como interpretamos uma situação muda nossas reações e nosso desempenho.
Como começar a aplicar a lei do retorno hoje?
Observe as frases que você repete no automático, separe fatos de definições e troque uma definição por dia, de preferência em voz alta.
Para se aprofundar
Se você quer entender melhor como as crenças sobre nós mesmos influenciam o que fazemos, o livro Mindset: A Nova Psicologia do Sucesso, de Carol Dweck, é um ótimo próximo passo.
Conclusão
A lei do retorno, segundo Bashar, não é sobre controlar tudo o que acontece. É sobre perceber que você está sempre definindo o que acontece, e que o universo diz “aham” para cada definição.
Agora me conta nos comentários: qual frase você vai trocar a partir de amanhã? E, se quiser continuar, leia o que Bashar ensina sobre visualização para manifestar.
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