Relação com o dinheiro: o que a loteria revela sobre você, segundo Bashar

Sexta à noite, fila da lotérica. Você marca os números do aniversário dos filhos, paga, guarda o papel na carteira e pensa: “Quem sabe dessa vez”. No domingo, confere o resultado com um aperto no peito.

O que quase ninguém percebe é que esse pequeno ritual diz muito sobre a sua relação com o dinheiro. E é exatamente isso que o Bashar mostra em um trecho curto e surpreendente.

Resposta rápida: Para o Bashar, a maioria joga na loteria “torcendo”, como se o resultado já estivesse decidido, quando nada foi sorteado ainda. Mas a lição principal dele não é sobre o prêmio: o jogo desperta dúvidas e crenças sobre riqueza e abundância. Quando você usa qualquer resultado para entender melhor a sua relação com o dinheiro, nesse sentido, você já ganhou.

O que Bashar ensina sobre loteria e relação com o dinheiro

No vídeo, o Bashar começa com uma ideia ousada: ao escolher seus números, você mudaria para uma realidade em que aqueles são os números vencedores. Nas palavras dele, você “curva a realidade aos seus números, e não o contrário”.

Parece promessa de prêmio, mas não é aí que ele quer chegar. Fica com a gente que a virada vem logo adiante.

“Espero ganhar” não é o mesmo que escolher

O Bashar diz que a diferença de mentalidade é profunda. Quando você entra dizendo “quero escolher os números vencedores”, “espero ter escolhido”, “gostaria de escolher”, está falando dos números vencedores como se já estivessem definidos em algum lugar, fora do seu alcance.

Exemplo nosso: pense na diferença entre duas pessoas que vão pedir aumento. Uma entra na sala pensando “tomara que ele aceite”. A outra entra sabendo o valor do próprio trabalho e expõe isso com calma. O chefe é o mesmo, mas a postura muda toda a conversa.

Nada foi sorteado ainda

Essa é a frase mais simples e mais poderosa do trecho. O resultado ainda não existe. Por isso, para o Bashar, a ideia é escolher os números com empolgação e se permitir saber que a realidade pode se ajustar a eles, em vez de tentar adivinhar uma realidade que “já está pronta”.

Exemplo nosso: é como quem passa a vida tentando “acertar” o que os outros esperam dela. Ela vive reagindo a um roteiro que nunca foi escrito. Quando entende que o próximo capítulo ainda está em aberto, passa a escolher em vez de só torcer.

E aqui o Bashar faz uma curva que pouca gente espera.

Você não está tão empolgado quanto pensa

Ele diz que muitos de nós afirmam querer ganhar na loteria, mas, no fundo, não estão tão empolgados com isso quanto imaginam.

Exemplo nosso: pergunte a si mesmo o que faria com um prêmio grande. Se, junto com a alegria, aparecem pensamentos como “vão me pedir dinheiro”, “não vou saber administrar” ou “dinheiro muda as pessoas”, você acaba de encontrar o que o Bashar está apontando.

O jogo como espelho das suas crenças

Segundo ele, esse tipo de jogo desperta em muitas pessoas dúvidas, crenças e definições que ajudam a processar a relação com o conceito de riqueza e de abundância. E é assim, diz o Bashar, que muitos usam essa oportunidade.

Ou seja: o bilhete funciona como um espelho. Ele mostra o que você acredita merecer, o que teme perder e o que pensa sobre quem tem dinheiro. Se esse tema mexe com você, vale ler também sobre as crenças limitantes que não são suas.

Então, quem ganha?

O fechamento do Bashar é a parte mais bonita. Sempre que você joga, desde que se permita usar o resultado, seja qual for, para explorar mais a fundo a sua relação com a riqueza e a abundância, nesse contexto, você ganhou.

Você acha que ganhou ou perdeu da última vez que conferiu um resultado? Guarde essa resposta, porque a ciência tem algo curioso a dizer sobre ela.

O que a ciência diz sobre dinheiro, sorte e felicidade

Antes de tudo, um ponto de honestidade: a ciência é clara de que escolher os próprios números não aumenta a chance real de ganhar. O que ela estuda é como a nossa mente se relaciona com a sorte e com o dinheiro. E aí os achados conversam muito com o Bashar.

A ilusão de controle. Em 1975, a psicóloga Ellen Langer, de Harvard, fez um experimento em que algumas pessoas escolhiam o próprio bilhete e outras recebiam um ao acaso. Quem tinha escolhido o bilhete resistia mais a vendê-lo e, quando aceitava, pedia um valor pelo menos quatro vezes maior que o outro grupo.

O bilhete não era mais “sortudo”: só parecia nosso. Vale dizer que replicações mais recentes, com milhares de participantes, não encontraram o mesmo efeito ao manipular apenas a escolha, o que mostra como o tema ainda é debatido (estudo de revisão no PMC). convertizeworktribe

Ganhar não garante felicidade. Um estudo clássico de 1978, de Brickman e colegas, comparou ganhadores de loteria com pessoas comuns. Os ganhadores não eram mais felizes que o grupo de comparação e sentiam bem menos prazer em acontecimentos simples do dia a dia (resumo no PubMed). Isso dialoga com a fala do Bashar de que não estamos tão empolgados quanto pensamos. nih

Os “roteiros do dinheiro”. O psicólogo financeiro Brad Klontz e colegas ouviram 422 pessoas sobre 72 crenças ligadas a dinheiro e identificaram quatro padrões de crença, três deles relacionados à renda e ao patrimônio (estudo no Journal of Financial Therapy). Esses padrões costumam ser inconscientes, nascem na infância e passam de geração em geração. newprairiepressfinancialplanningassociation

A ciência não fala em “mudar de realidade”, que é uma visão espiritual do Bashar. Mas confirma a parte central da mensagem: o que você acredita sobre dinheiro molda como você vive com ele.

O que a Bíblia diz: certeza, tesouro e contentamento

A fala do Bashar encontra ecos bonitos na Bíblia, com linguagem diferente.

Certeza em vez de torcida. Em Marcos 11:24, Jesus ensina que, ao pedir em oração, devemos crer que já recebemos. E Hebreus 11:1 descreve a fé como a certeza do que se espera. É a mesma diferença que o Bashar aponta entre “espero” e “sei”.

Onde está o seu coração. Em Mateus 6:21, Jesus diz que onde estiver o seu tesouro, ali estará o seu coração. Olhar com sinceridade para o que você sente sobre dinheiro é olhar para o próprio coração.

Ganhar de outro jeito. Em Filipenses 4:11-12, Paulo conta que aprendeu a viver contente tanto na fartura quanto na falta. Para ele, a vitória não estava no saldo, e sim na relação interior com o que tinha. É muito próximo do “você ganhou” do Bashar.

Cuidado só com uma coisa: isso não é desculpa para desistir de prosperar. Os dois caminhos convidam a olhar para dentro primeiro.

Como melhorar sua relação com o dinheiro em 5 passos

  1. Escute o que você diz sobre dinheiro. Anote durante uma semana as frases que você repete (“dinheiro não dá em árvore”, “rico é tudo igual”). Elas são o seu roteiro.
  2. Troque “tomara” por escolha. Em uma meta financeira concreta (quitar uma conta, juntar uma reserva), escreva “eu escolho” no lugar de “espero”.
  3. Separe desejo de medo. Liste o que um dinheiro extra traria de bom e, ao lado, o que te assusta nele. O medo mostra a crença a trabalhar.
  4. Agradeça o que já existe. Gratidão não é conformismo: é treinar o olhar para a abundância que você já tem, como mostramos em abundância não é só dinheiro.
  5. Aja no que é real. Organize os gastos do mês e dê um passo prático. Crença nova sem ação vira só torcida.

Exercício para fazer hoje: o teste do bilhete

Imagine (só imagine, ninguém precisa jogar) que você recebeu agora um prêmio grande. Feche os olhos por um minuto e observe:

  • Qual foi a primeira emoção? Alegria, alívio, culpa, medo?
  • Para quem você contaria primeiro, e para quem esconderia?
  • Que frase sobre dinheiro apareceu na sua cabeça?

Escreva as respostas. Seja qual for o resultado, você acabou de fazer exatamente o que o Bashar sugere: usar a experiência para conhecer sua relação com a riqueza. Nesse sentido, você já ganhou.

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Ferramentas que ajudam a cuidar da sua relação com o dinheiro

Mudar crenças fica mais fácil quando você enxerga os números com clareza. Algumas ferramentas que ajudam:

  • Planilha ou app de controle financeiro: ver para onde o dinheiro vai tira o assunto do campo do medo.
  • Cursos de educação financeira: ajudam a transformar a nova mentalidade em hábitos, como montar uma reserva de emergência.
  • Livros sobre psicologia do dinheiro: mostram que comportamento pesa mais que sorte (veja a indicação abaixo).
  • Caderno de gratidão e metas: para o exercício do bilhete e para acompanhar a mudança das suas frases.
  • Apps de meditação guiada: úteis para observar as emoções que aparecem quando o assunto é dinheiro.

Se quiser ir além, usar a visualização para manifestar junto com essas ferramentas ajuda a sentir o objetivo como escolha, não como torcida.

Quem é o Bashar?

Bashar é uma entidade canalizada desde 1983 pelo americano Darryl Anka. Seus ensinamentos falam de crenças, escolhas e de como cada pessoa cria a própria experiência de realidade. Os vídeos legendados aqui são trechos das falas dele, traduzidos para o português. Saiba mais no site oficial do Bashar.

Perguntas frequentes

O que o Bashar diz sobre ganhar na loteria?

Ele diz que a maioria joga torcendo, como se o resultado já estivesse decidido, quando nada foi sorteado. Mas o ponto principal é que o jogo revela crenças sobre riqueza, e usar isso para se conhecer já é uma vitória.

Escolher os próprios números aumenta a chance de ganhar?

Não. Pela matemática, todos os números têm a mesma chance. A sensação de que o “nosso” bilhete é especial é o que a psicologia estuda como ilusão de controle.

Como saber se tenho crenças limitantes sobre dinheiro?

Observe as frases que você repete sobre dinheiro e as emoções que surgem quando imagina ganhar mais. Culpa, medo ou desconfiança costumam indicar crenças a rever.

O que a Bíblia diz sobre dinheiro e prosperidade?

Observe as frases que você repete sobre dinheiro e as emoções que surgem quando imagina ganhar mais. Culpa, medo ou desconfiança costumam indicar crenças a rever.

Como melhorar minha relação com o dinheiro na prática?

Combine o olhar interior com ação: anote suas crenças, troque “tomara” por escolha, organize os gastos e dê um passo concreto por mês.

Para se aprofundar

Se este tema mexeu com você, o livro “Os Segredos da Mente Milionária”, de T. Harv Eker, explica como o “modelo de dinheiro” que aprendemos na infância guia nossas escolhas. Outra ótima opção é “A Psicologia Financeira”, de Morgan Housel, que mostra por que comportamento importa mais que sorte.

Conclusão

Talvez o maior prêmio não esteja no sorteio, e sim no que ele revela. Quando você troca a torcida pela escolha e olha com coragem para o que sente sobre dinheiro, sua relação com a abundância começa a mudar.

E você, quando imagina ganhar um prêmio, sente mais alegria ou mais medo? Conta aqui nos comentários. E se quiser continuar, leia sobre a lei do retorno segundo Bashar.

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