Crenças limitantes: 5 passos para soltar o que não é seu, segundo o Bashar
Você acorda cansada mesmo depois de dormir. Olha a lista do dia e sente um aperto antes de começar. Tudo parece coisa demais, mesmo quando, no papel, não é tanto assim.
E se esse peso não fosse seu?
Numa de suas transmissões, o Bashar diz uma frase que muda a forma de olhar para a sobrecarga: a sua bagagem não pesa nada.
Se você se sente arrastada para baixo, é porque está carregando malas que pertencem a outras pessoas. Essas malas têm nome: crenças limitantes que você pegou pelo caminho e passou a chamar de suas.
Neste artigo, você vai entender o que o Bashar quer dizer com isso, como reconhecer as crenças que não são suas e cinco passos práticos para começar a soltá-las.
Sua alma já sabe o caminho
O Bashar começa com uma ideia libertadora: a sua alma irradia, de forma natural e sem interrupção, a frequência necessária para atrair tudo de que você precisa para se sentir plena.
Você não precisa aprender essa frequência. Ela já é você.
O que você precisa aprender é sair da frente dela. Ou seja, parar de filtrar essa frequência com crenças negativas, baseadas no medo.
Por isso ele insiste tanto no autoconhecimento: cavar fundo, investigar e descobrir quais crenças limitantes você ainda carrega e que já não te servem. E depois fazer a limpeza.
O que o Bashar diz sobre isso:
Não é preciso acreditar na canalização para aproveitar as ideias. O que importa aqui é a reflexão, e esta é das boas.
O que são crenças limitantes (e de onde elas vêm)
Crenças limitantes são ideias que você aceita como verdade e que restringem o que você acha possível para si. “Não sou boa nisso.” “Quem é como eu não consegue.” “Descansar é coisa de preguiçoso.” “Tenho que dar conta de tudo sozinha.”
Para o Bashar, o ponto principal é de onde elas vêm. Muitas crenças limitantes foram absorvidas na infância e ao longo da vida: dos pais, da escola, dos amigos, da sociedade.
Elas pertencem às questões, às jornadas e aos desafios de outras pessoas. Quando você era criança, acreditou que precisava carregá-las também.
Ele chega a usar uma expressão curiosa: não ser uma “ladra de crenças”. Pegar as crenças dos outros e tomá-las como suas é, de certa forma, assumir uma história que não é a sua.
A boa notícia é que, agora, você tem maturidade para fazer outra escolha. Nas palavras do Bashar, você está na “turma avançada da escola Terra”. Você já sabe distinguir o que é você e o que não é.
A sobrecarga é uma pista, não um defeito
Esta talvez seja a parte mais acolhedora da mensagem. Quando você pensa “isso é pesado demais, é coisa demais, estou sobrecarregada”, não é sinal de que você é fraca ou incapaz.
A sobrecarga é a primeira pista de que você está fazendo algo de um jeito que não funciona para você. Ou de que está carregando crenças limitantes que não são suas.
Em vez de se cobrar mais, a pergunta passa a ser: o que aqui não é meu?
Paixão ou ansiedade? Aprenda a diferenciar
O Bashar fala de um discernimento importante: saber a diferença entre o que é paixão de verdade e o que é ansiedade. As duas podem acelerar o coração, mas apontam em direções opostas.
- A paixão expande. Você sente vontade, curiosidade, energia para começar. Mesmo quando dá trabalho, há uma leveza no fundo.
- A ansiedade contrai. Você sente urgência, medo de ficar para trás, necessidade de provar algo. Ela costuma vir com um “eu deveria”.
Quando um objetivo vem cheio de “deveria”, vale perguntar: esse desejo é meu ou é uma expectativa que eu herdei? Muitas crenças limitantes se escondem justamente atrás desses “deveria”.
Você é uma peça única do quebra-cabeça
O Bashar usa uma imagem muito bonita: cada pessoa é como uma peça de quebra-cabeça, com um formato único.
Quando você é o seu formato verdadeiro, se encaixa naturalmente nas outras peças, que também estão sendo o que são. Juntas, formam a imagem completa.
Mas, se você tenta ter um formato que não é seu, não se encaixa. Nada funciona.
Daí vem uma ideia que contraria muito do que aprendemos: harmonia não é todo mundo igual. Ela não nasce da padronização.
Nasce quando cada diferença é validada e valorizada. Você pode fazer algo parecido com o jeito de outra pessoa, mas não precisa fazer igualzinho. E nem consegue, porque você não é uma cópia de ninguém.
Esse é também o caminho do amor-próprio de verdade: parar de se medir pelo formato dos outros.
E quando o seu jeito ainda não existe?
Segundo o Bashar, sempre existe um jeito que funciona para você. Sempre. Às vezes, porém, esse jeito ainda não existe na sociedade, e você vai precisar inventá-lo com a sua imaginação.
Não deixe as crenças limitantes te convencerem de que isso é um problema. É um ato criativo. E, quando você se permite ser o seu formato verdadeiro, vira um exemplo vivo para os outros de que eles também podem.
5 passos para soltar crenças limitantes que não são suas
1. Use o peso como alarme
Quando sentir sobrecarga, pare por um minuto. Em vez de empurrar, pergunte: o que exatamente está pesando agora? Dê nome à sensação.
2. Pergunte “de quem é essa voz?”
Pegue a crença que apareceu (“eu tenho que dar conta de tudo”) e pergunte de quem você ouviu isso pela primeira vez. Da mãe, do pai, de um professor, das redes sociais? Reconhecer a origem já tira metade do peso.
3. Faça a pergunta do Bashar: “por que não?”
Diante de um desejo verdadeiro, pergunte “por que não?”. Vão surgir motivos. Examine cada um: é um motivo real ou é procrastinação disfarçada de medo? Os que forem medo, você pode soltar.
4. Teste o seu jeito, em pequeno
Escolha uma tarefa da semana e faça do seu modo, não do jeito “certo” que te ensinaram. Observe: ficou mais leve? Esse é o seu formato aparecendo.
5. Faça a faxina do sótão
Uma vez por semana, escreva num papel uma das suas crenças limitantes, aquela que você percebeu que não é sua. Ao lado, escreva a frase que você escolhe no lugar dela. Depois rasgue o papel da crença antiga. Como diz o Bashar, limpe o sótão e deixe o sol entrar.
Para salvar: “Sua bagagem não pesa nada. Se está pesado, você está carregando malas que não são suas.” (Bashar)
Quem é o Bashar?
O Bashar é um ser que se apresenta como vindo de outra civilização e é canalizado há mais de quarenta anos por Darryl Anka.
Suas mensagens falam de autoconhecimento, crenças limitantes e de como viver alinhado com aquilo que nos entusiasma. Você não precisa acreditar na origem para aproveitar as reflexões: elas valem pelo que despertam em você.
Perguntas frequentes
O que são crenças limitantes?
São ideias que você aceita como verdade e que restringem o que acha possível para si, como “não sou capaz” ou “isso não é para mim”. Muitas são aprendidas na infância e repetidas sem questionamento.
Como identificar minhas crenças limitantes?
Preste atenção nos momentos de sobrecarga e nas frases com “eu deveria” ou “eu nunca”. Depois pergunte de quem você ouviu aquilo pela primeira vez.
É possível mudar uma crença limitante?
Sim. Crenças são aprendidas, e o que foi aprendido pode ser revisto. O processo começa quando você percebe que aquela ideia não é sua e escolhe conscientemente outra no lugar dela.
Qual a diferença entre paixão e ansiedade?
A paixão expande e traz vontade de começar. A ansiedade contrai e vem acompanhada de urgência e medo. Se for algo persistente ou que atrapalha o seu dia a dia, procure também a ajuda de um profissional.
Para fechar
Talvez você não precise ficar mais forte para dar conta da vida. Talvez só precise carregar menos.
Comece por uma mala. Pergunte de quem ela é. E, se não for sua, deixe no caminho.
Qual mala você está pronta para soltar hoje? Responda nos comentários com uma palavra.
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