Abundância não é só dinheiro: o que o Bashar ensina sobre prosperidade

Você trabalha, se esforça, faz as contas no fim do mês, e a sensação de que falta abundância na sua vida não vai embora?

Talvez você já tenha tentado de tudo: mentalizar, repetir afirmações, montar quadro dos sonhos. E, ainda assim, a prosperidade parece sempre um passo à frente, como se estivesse esperando você “merecer” primeiro.

Num trecho curto e muito direto, o Bashar aponta algo que quase ninguém percebe: o problema pode não ser a falta de prosperidade, e sim o jeito estreito como a gente define o que ela é.

O que o Bashar diz sobre abundância

Se você ainda não conhece: o Bashar é uma consciência que, segundo o americano Darryl Anka, se comunica por meio dele há mais de 40 anos.

Não é preciso acreditar na canalização para aproveitar as ideias. O que importa aqui é a reflexão, e esta é das boas.

A definição que ele dá é surpreendentemente simples. Em tradução livre:

“Abundância é simplesmente a capacidade de fazer o que você precisa, quando você precisa.”

Repare: não tem cifra nessa frase. Não tem saldo bancário, nem meta de faturamento. Tem só uma pergunta prática: você consegue fazer o que precisa, no momento em que precisa?

Porta entreaberta com luz dourada, símbolo da abundância e da prosperidade

Dinheiro é um símbolo, e não o único

O Bashar deixa claro que não está condenando o dinheiro. Ele diz que atrair dinheiro é uma forma legítima de abundância no nosso planeta. Só que é isso: uma forma. Um símbolo entre muitos.

Quando alguém te oferece exatamente aquilo de que você precisava, isso também é abundância.

Quando uma oportunidade aparece por um caminho inesperado, quando alguém te indica para um trabalho, quando você aprende de graça algo que resolve um problema seu, tudo isso é prosperidade chegando por outra porta.

O dinheiro é valioso justamente porque se transforma nessas coisas. Mas, se elas chegam direto, sem passar por ele, o resultado é o mesmo: você pode fazer o que precisa.

O presente que você jamais recusaria

Para mostrar o ponto, o Bashar propõe uma cena. Imagine que alguém chega e diz: “Não preciso mais disso. Talvez seja útil para você.” E é exatamente o que você estava precisando.

Você recusaria? Diria: “Não, agradeço. Vou esperar até ter dinheiro para comprar”?

Claro que não. Dito assim, parece absurdo. Mas muita gente faz isso o tempo todo, de forma sutil:

  • recusa ajuda porque “não quer incomodar”;
  • desconfia de oportunidades que parecem fáceis demais;
  • responde “não precisava” a cada gentileza;
  • só considera válido aquilo que conquistou com sofrimento.

E aí vem a frase central do trecho: quando você foca em uma só representação da abundância, fecha as portas por onde as outras formas poderiam chegar.

“Invista nas suas próprias ações”

O final do vídeo traz um jogo de palavras bonito. O Bashar diz que o melhor investimento que você pode fazer é nas suas próprias ações. E completa: faça um balanço das suas crenças.

É linguagem de mercado financeiro aplicada à vida interior. E faz todo sentido. Antes de investir em qualquer coisa, um bom investidor analisa o que tem em carteira. Com as crenças é igual: antes de tentar atrair prosperidade, vale saber o que você acredita sobre dinheiro, mérito e merecimento.

Algumas crenças sobre dinheiro são tão comuns que passam despercebidas:

  • “Dinheiro é sujo” ou “dinheiro corrompe as pessoas.”
  • “Gente rica não é gente boa.”
  • “Para ganhar, tem que sofrer.”
  • “Aceitar ajuda é sinal de fraqueza.”
  • “Espiritualidade e dinheiro não combinam.”

Se alguma dessas frases ecoou aí dentro, não há nada de errado com você. Elas foram aprendidas, muitas vezes na infância, e por isso mesmo podem ser revistas. Esse é um assunto tão grande que vai ganhar um artigo só para ele aqui no blog.

Amor-próprio e prosperidade: a mesma conversa

O Bashar fecha com uma promessa: quando você se valorizar por inteiro, vai ser rico de mais maneiras do que consegue imaginar.

No original em inglês, a palavra usada é appreciate, que significa ao mesmo tempo apreciar e valorizar, no sentido de um bem que sobe de valor. É a mesma ideia: quem se valoriza não aceita qualquer coisa, mas também não recusa o que é bom.

Se você leu nosso artigo sobre amor-próprio e a lei do espelho, vai reconhecer o fio: a forma como você se trata se reflete em tudo à sua volta, inclusive na sua relação com o dinheiro.

5 passos para abrir as portas da abundância

1. Redefina abundância com suas próprias palavras
Pegue papel e escreva: “O que eu preciso conseguir fazer este mês?” Liste coisas concretas, como pagar as contas com tranquilidade, fazer um curso, descansar num fim de semana. Isso tira a abundância do abstrato e mostra o que, de fato, você quer que chegue.

2. Faça o balanço das suas crenças
Complete estas frases rapidamente, sem pensar muito:

  • Dinheiro é…
  • Pessoas ricas são…
  • Para eu ter mais, eu preciso…
  • Quando alguém me oferece ajuda, eu sinto…

As respostas que saírem com desconforto são as que mais merecem atenção.

3. Pratique receber
Durante uma semana, troque o “não precisava” por um simples “obrigado”. Aceite o elogio sem diminuí-lo. Aceite a carona, a indicação, o conselho. Receber também é uma habilidade, e ela se treina.

4. Repare nas abundâncias que já chegam
À noite, anote uma coisa que chegou até você naquele dia por um caminho que não foi o dinheiro: uma informação útil, um favor, um tempo livre, uma ideia. Em poucos dias você começa a enxergar portas que antes passavam despercebidas.

5. Invista em você de verdade
Investir em si mesmo também é prático. Organize suas contas, entenda para onde vai o seu dinheiro e reserve um tempo para a sua educação financeira: um livro, um curso, um canal confiável. Aprender a cuidar do que você já tem é uma das formas mais concretas de dizer a si mesmo: eu mereço prosperar.

Este conteúdo é uma reflexão sobre crenças e autoconhecimento e não substitui orientação financeira profissional.

Uma leitura para continuar

Se o tema das crenças sobre dinheiro mexeu com você, um bom próximo passo é Os Segredos da Mente Milionária, de T. Harv Eker. O livro trata justamente de como os padrões que aprendemos sobre dinheiro moldam nossa vida financeira, e traz exercícios práticos para revê-los.

Perguntas frequentes

O que é abundância segundo o Bashar?
É a capacidade de fazer o que você precisa, quando precisa. O dinheiro é uma das formas de isso acontecer, mas não a única.

Abundância é a mesma coisa que ter dinheiro?
Não necessariamente. Dinheiro é um símbolo de abundância. Presentes, oportunidades, conhecimento, tempo e boas relações também são.

Querer dinheiro é errado na espiritualidade?
Não. O próprio Bashar diz que atrair dinheiro é uma forma legítima de abundância. O que limita é acreditar que ele é o único caminho.

Como descobrir minhas crenças sobre dinheiro?
Um jeito simples é completar frases como “dinheiro é…” e “pessoas ricas são…” sem pensar muito, e observar quais respostas trazem desconforto.

O que significa “investir nas suas próprias ações”, segundo o Bashar?
É um jogo de palavras com o mercado financeiro: antes de buscar riqueza fora, faça um balanço das suas crenças e invista em você, no seu valor, no seu aprendizado e no seu bem-estar.

Para fechar

Talvez a abundância não esteja atrasada. Talvez ela só esteja batendo numa porta que você ainda não abriu.

Comece pelo balanço das suas crenças. Abra uma porta de cada vez. E, como o Bashar sugere, faça de você o seu melhor investimento.

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