Conexão com a Fonte: precisa do nome de Jesus para rezar? Veja o que Bashar responde
Luz apagada, mãos juntas embaixo do travesseiro. Você começa o Pai-Nosso, se distrai na metade, recomeça. E aí vem aquele pensamento que quase ninguém fala em voz alta: “Será que eu estou fazendo isso do jeito certo?”
Talvez você nem vá mais à igreja. Talvez medite em vez de rezar. E fica a dúvida: a sua conexão com a Fonte só vale se passar por um nome?
Resposta rápida: A conexão com a Fonte, segundo Bashar (canalizado por Darryl Anka), é a ligação pessoal e direta que cada pessoa já tem com a energia que criou tudo. Para ele, Jesus veio mostrar essa conexão como exemplo do que todos podem ser, e não como um intermediário obrigatório. Por isso, quando perguntaram se é preciso rezar ou meditar através do nome de Jesus, a resposta foi: claro que não.
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O que é a conexão com a Fonte segundo Bashar?
A conexão com a Fonte, para Bashar, é o vínculo que você tem com a energia universal, sem precisar de ninguém no meio. Não é algo que se conquista. É algo que já existe e que você pode começar a perceber.
No vídeo, ele explica que o ser que conhecemos como Yeshua, que chamamos de Jesus, foi uma expressão da energia universal. Um reflexo do que todo ser humano pode ser quando vive o seu eu autêntico.
E ele diz uma frase curta que muda tudo: nesse sentido, não há diferença.
Ou seja, Jesus não seria uma exceção distante. Seria um espelho.
A gente já falou sobre esse espelho no artigo sobre o eu autêntico segundo Bashar. Aqui, a pergunta é outra: se não há diferença, por que tanta gente sente que precisa de alguém no meio?
Por que tanta gente acha que precisa de um intermediário?
Segundo Bashar, porque houve muitos mal-entendidos sobre o que Jesus e outros mestres ascensionados tentaram transmitir. A mensagem foi entendida com a cabeça da época em que foi dada.
Pense numa receita de bolo da sua bisavó. Ela escreveu “uma xícara de farinha”, mas a xícara dela era outra, o forno era a lenha. Se você seguir ao pé da letra hoje, o bolo não sai igual. A receita não estava errada. O jeito de ler é que mudou.
(Exemplo nosso, não fala do Bashar.)
Bashar diz que agora a humanidade está despertando para o que realmente era a intenção desses mestres: que cada pessoa possa se relacionar com a sua própria conexão pessoal com a Fonte. Isso, segundo ele, era basicamente o que eles tentavam fazer chegar a todos.
E é aqui que entra a pergunta que alguém da plateia teve coragem de fazer.
Precisa do nome de Jesus para rezar?
Não, segundo Bashar. Quando alguém perguntou se, ao meditar ou rezar, estava se conectando consigo mesmo numa dimensão mais elevada, sem necessariamente passar pelo nome de Jesus, a resposta foi direta: “Não, claro que não.”
Em seguida, ele lembrou de uma frase da própria Bíblia: Jesus disse que faríamos coisas maiores do que ele fez. E fechou com um conselho simples: seja seu eu autêntico.
Para desenhar isso na vida real, separamos alguns exemplos (nossos, não falas do Bashar):
- No trabalho: você respira fundo antes de uma reunião difícil e pede calma, sem fórmula nenhuma. Pela visão do Bashar, isso também conta como conexão.
- Na família: sua mãe reza o terço todo dia, você medita cinco minutos no ônibus. As duas estão buscando o mesmo lugar por caminhos diferentes.
- No relacionamento: depois de uma briga, você fica em silêncio e pede clareza. Ninguém ouviu, mas algo em você ficou mais leve.
- No dinheiro: antes de decidir uma compra grande, você para e pergunta por dentro: “isso é para mim?”. Isso também é escutar.
E você? Quando reza, sente que fala com alguém lá fora ou com algo dentro de você?
Aqui no Eu Vejo Beleza Aqui, a gente gosta de olhar para isso assim: o nome que você usa é a porta, mas a casa é a mesma. Se você quiser entender melhor que casa é essa, vale ler o que é Deus segundo Gerry Hussey.
Mas será que essa ideia de “mesma casa” aparece também quando a ciência olha para dentro do cérebro?
O que a ciência diz sobre oração e meditação?
A ciência não mede a Fonte, mas já observou que rezar e meditar acendem áreas parecidas do cérebro. Isso ajuda a entender por que caminhos diferentes podem levar a experiências semelhantes.
O neurocientista Andrew Newberg, da Universidade da Pensilvânia, fez exames de imagem em freiras franciscanas rezando e em budistas meditando. Nos dois grupos, aumentou a atividade da parte da frente do cérebro, ligada à atenção. E diminuiu a atividade da área que nos ajuda a saber onde o corpo termina e o mundo começa. Nas freiras, que rezavam com palavras, também se ativou a região da linguagem. O estudo foi publicado em 2003 e está no PubMed.
Os dois grupos descreveram a experiência de um jeito parecido: o “eu” fica menor e surge uma sensação de calma e de unidade.
Palavras diferentes. Sensação parecida.
Outro dado curioso vem da psicóloga Lisa Miller, da Universidade Columbia. Num estudo com 103 adultos, o que fez diferença foi a importância pessoal que cada um dava à espiritualidade, e não quantas vezes ia à igreja. Quem valorizava muito a vida espiritual tinha algumas regiões da camada externa do cérebro mais espessas (PubMed). Os próprios autores avisam que é uma correlação, não prova de causa e efeito.
Fica claro: isso é ciência observando o cérebro, não prova do que o Bashar ensina. Mas é interessante ver que o que parece contar é a relação pessoal, não a frequência ao templo.
E a Bíblia, o que ela diz sobre falar direto com Deus?
O que a Bíblia diz sobre rezar direto com Deus
Na Bíblia, em Mateus 6:6, Jesus ensina: “entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que está em secreto” (Almeida Revista e Corrigida).
Repare no cenário: um quarto, uma porta fechada, ninguém olhando. É a oração íntima, sem plateia. Quem já rezou sozinho no banheiro do trabalho, num dia ruim, sabe exatamente que quarto é esse.
A outra passagem é a que o próprio Bashar lembrou, em João 14:12: “aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas” (ARC).
Aqui as duas visões se encontram: Jesus como alguém que mostra o que é possível para todos, e não só como alguém a ser admirado de longe.
Mas é justo dizer também onde elas se separam. Logo no versículo seguinte, em João 14:13, Jesus diz: “tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei”. Para a tradição cristã, rezar em nome de Jesus tem um valor central. Bashar enxerga de outro jeito. A comparação entre as duas visões é nossa, feita com respeito, e cada leitor pode tirar as próprias conclusões.
| Bashar | Ciência | Bíblia | |
|---|---|---|---|
| O que é rezar | Conectar-se consigo mesmo numa dimensão mais elevada | Prática que ativa atenção e linguagem no cérebro | Conversar com o Pai, inclusive em segredo |
| Onde está a conexão | Dentro de cada um, sempre | Na experiência pessoal, mais do que na frequência ao templo | No aposento fechado, a sós com Deus |
| Papel de Jesus | Espelho do que todos podem ser | Não estuda esse ponto | Caminho e intercessor, em cujo nome se pede |
| O que mais importa | Ser o seu eu autêntico | A importância pessoal dada à espiritualidade | A oração sincera, longe dos olhares |
Na prática, responda com o seu coração…
- Você já rezou ou meditou “do seu jeito” e sentiu que funcionou?
- Teve algum momento em que achou que estava rezando “errado”? O que mudou depois?
- Hoje, como é a sua forma de se conectar: oração, meditação, silêncio, natureza?
Como cultivar sua conexão com a Fonte em 5 passos
- Escolha um momento fixo e curto do dia, como ao acordar ou antes de dormir, mesmo que sejam só três minutos.
- Feche a sua “porta”: celular longe, um canto silencioso, nem que seja o carro estacionado.
- Fale do seu jeito, com as palavras que vierem. Pode ser uma oração que você sabe de cor ou uma conversa simples.
- Escute por um minuto depois de falar. Repare no que muda no corpo e nos pensamentos.
- Anote à noite os momentos do dia em que sentiu clareza ou calma.
Exercício para fazer hoje
Antes de dormir, termine esta frase em voz baixa ou num caderno: “Se eu soubesse que já estou conectado, eu pararia de me preocupar com…”. Sem julgar a resposta. Só perceba o que ela mostra.
Se você gosta de pequenos rituais para criar esse momento, leia também os rituais espirituais segundo Bashar.
Ferramentas que ajudam a cultivar sua conexão com a Fonte
- Apps de meditação guiada: bons para quem nunca meditou e precisa de uma voz conduzindo os primeiros minutos.
- Caderno de oração ou de gratidão: escrever ajuda a perceber como as respostas aparecem com o tempo.
- Bíblia de estudo: para quem quer ler passagens como Mateus 6 com notas que explicam o contexto.
- Cursos de meditação para iniciantes: uma rotina com começo, meio e fim ajuda a manter o hábito.
Quem é o Bashar?
Bashar é um ser que, segundo Darryl Anka, se comunica por meio dele desde 1983. Darryl, que trabalhou com efeitos especiais em Hollywood, entra num estado de transe e transmite as mensagens de Bashar em palestras e livros. Os temas principais são lei da atração, autoconhecimento e a ideia de seguir o seu entusiasmo. Se você quer entender por que essa sensação de “chamado interior” é tão forte, leia sobre a mente superior segundo Bashar.
Perguntas frequentes
O que é a conexão com a Fonte?
É a ligação direta de cada pessoa com a energia que criou tudo, segundo Bashar. Ela já existe em você e pode ser sentida na oração, na meditação ou no silêncio.
Precisa rezar em nome de Jesus?
Segundo Bashar, não. Para ele, Jesus mostrou um caminho que todos podem trilhar. Na tradição cristã, porém, pedir em nome de Jesus tem um valor central, como em João 14:13.
Meditar é a mesma coisa que rezar?
Não exatamente, mas as duas práticas se parecem. Estudos de Andrew Newberg mostraram padrões cerebrais semelhantes em freiras rezando e budistas meditando, com diferenças ligadas ao uso de palavras na oração.
Quem não tem religião pode se conectar com a Fonte?
Pode, segundo a visão de Bashar. A conexão não depende de templo nem de nome, e sim da sua disposição de olhar para dentro com sinceridade.
O que Bashar diz sobre Jesus?
Bashar diz que Jesus foi uma expressão da energia universal. Para ele, Jesus é um reflexo do que todo ser humano pode ser quando vive seu eu autêntico.
Para se aprofundar
“How God Changes Your Brain”, de Andrew Newberg e Mark Waldman, explica de forma acessível o que a pesquisa observou em quem reza e medita.
“Oração”, de Timothy Keller, é uma leitura cristã profunda sobre intimidade na oração.
Conclusão
Volte para aquela cena: luz apagada, mãos embaixo do travesseiro, o Pai-Nosso pela metade. Agora talvez o pensamento seja outro. Não “estou fazendo certo?”, mas “eu já estou conectado”.
Pode continuar com as palavras que você ama. Ou pode só ficar em silêncio.
A porta é sua.
Responda com sinceridade: como é o seu jeito de rezar? E se esse tema mexeu com você, leia o que Bashar diz sobre o eu autêntico.
Leia também
- O que Jesus veio ensinar: por que julgar nos prende na mesma roda
- Deus não pune: quem julga e castiga somos nós
- Você nunca está sozinho, mesmo nos dias mais silenciosos
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Fontes
- Newberg, A. et al. Cerebral blood flow during meditative prayer: preliminary findings and methodological issues. Perceptual and Motor Skills, 2003. PubMed
- Newberg, A. SPECT images of prayer and meditation. andrewnewberg.com
- Miller, L. et al. Neuroanatomical Correlates of Religiosity and Spirituality. JAMA Psychiatry, 2014. PubMed
- Bíblia: Almeida Revista e Corrigida (Mateus 6:6; João 14:12-13)
- Vídeo: trecho de palestra de Bashar, canalizado por Darryl Anka
