Eu autêntico: por que Jesus é um espelho de você, segundo Bashar

Almoço de domingo. Alguém comenta que a sua tia é “uma pessoa iluminada”, que “nasceu com um dom”. E você, sem nem perceber, pensa: “isso não é para mim”.

Agora imagine ouvir que nem Jesus seria tão diferente de você. Estranho? É exatamente isso que o Bashar diz quando fala sobre o eu autêntico. E essa ideia pode mudar a forma como você se enxerga.

Resposta rápida: segundo Bashar, Jesus foi uma expressão do universo e um reflexo do que todo ser humano pode ser quando vive o seu eu autêntico. Nesse sentido, não há diferença entre ele e você. O que existe são muitos mal-entendidos sobre a mensagem, e agora cada pessoa pode viver a sua própria conexão com a Fonte.

Este artigo apresenta a visão do Bashar, canalizado por Darryl Anka. Não é um texto religioso e não pretende substituir a fé de ninguém. É um convite para olhar uma história conhecida por outro ângulo.

O que o Bashar diz sobre Jesus e o eu autêntico

No trecho que legendamos, o Bashar fala de Yeshua, nome em aramaico de quem conhecemos como Jesus. E a resposta dele é curta, mas vira muita coisa de cabeça para baixo.

Uma expressão do universo

Para o Bashar, Jesus foi uma expressão do universo. A ideia de um reflexo do que todos os humanos podem ser quando são o seu eu autêntico.

Repare na palavra “todos”. Ele não fala de um ser especial e inalcançável. Fala de uma possibilidade humana.

“Nesse sentido, não há diferença”

É a frase que mais choca. O Bashar diz que, nesse sentido, não há diferença.

O problema, segundo ele, é que existem muitos mal-entendidos e interpretações erradas sobre o que Jesus e outros mestres ascensionados tentavam transmitir à humanidade. A mensagem foi entendida de acordo com a compreensão da época em que foi entregue.

A conexão com a Fonte é sua

E aqui vem o convite. O Bashar diz que agora as pessoas estão despertando para o que Yeshua e muitos outros realmente quiseram dizer.

E que você pode se permitir começar a viver a sua própria conexão pessoal com a Fonte. Segundo ele, era basicamente isso que eles tentaram mostrar o tempo todo.

“Obras maiores do que as que eu fiz”

Para fechar, o Bashar lembra uma passagem da própria Bíblia. Em João 14:12, Jesus diz que quem crê nele fará as obras que ele faz, e outras maiores.

E o Bashar completa com o recado central: seja o seu eu autêntico.

Mas o que isso muda, na prática, numa segunda-feira comum? É aqui que fica interessante.

Um espelho, não um pedestal

A partir daqui, a explicação e os exemplos são nossos, para ajudar a aplicar o que o Bashar diz.

Existem dois jeitos de olhar para alguém que você admira. Num pedestal, a pessoa fica lá em cima e você aqui embaixo. Num espelho, você olha para ela e enxerga algo que também existe em você.

O pedestal paralisa. O espelho movimenta.

Veja como isso aparece no dia a dia:

  • No trabalho: você vê uma colega falar com segurança na reunião e pensa “ela nasceu assim”. No modo espelho, a pergunta vira: “que parte dessa segurança eu ainda não me permiti mostrar?”
  • Na família: no Natal, você volta a ser “a filha que não dá trabalho” e engole o que pensa. O seu eu autêntico não sumiu. Ele só ficou guardado por hábito.
  • No relacionamento: você finge gostar do mesmo filme, do mesmo restaurante, do mesmo plano. Com o tempo, a outra pessoa se apaixona por uma versão que não é você.

E você, em qual dessas cenas se reconheceu mais?

Se a última mexeu com você, vale ler sobre deixar de depender da aprovação dos outros. E, se quiser outra visão do Bashar sobre Jesus, temos o artigo Jesus segundo Bashar: o maior mal-entendido sobre seus ensinamentos.

Mas será que a ciência diz alguma coisa sobre isso?

O que a ciência diz sobre modelos e autenticidade

A ciência não estuda Jesus como espelho, nem confirma ensinamentos espirituais. Mas algumas pesquisas da psicologia conversam muito bem com essa ideia.

Quando o exemplo parece impossível, ele desanima

As psicólogas Penelope Lockwood e Ziva Kunda publicaram em 1997 um estudo sobre “superestrelas” como modelo (Journal of Personality and Social Psychology). Elas observaram que um modelo de sucesso inspira quando o sucesso dele parece alcançável. Quando parece fora do nosso alcance, ele tende a desanimar.

Ou seja: colocar alguém num pedestal inalcançável pode nos afastar dele, e não aproximar.

Ver alguém conseguir aumenta a sua crença

O psicólogo Albert Bandura, da Universidade Stanford, mostrou que uma das fontes da autoeficácia, a confiança na própria capacidade, é a experiência vicária: ver alguém parecido conosco conseguir algo (Psychological Review, 1977).

Quanto mais você se identifica com o exemplo, mais ele vira um “eu também posso”.

Ser autêntico faz bem

Em 2008, Alex Wood e colegas criaram uma escala para medir autenticidade (Journal of Counseling Psychology). Nos estudos, pessoas mais autênticas relataram mais bem-estar, autoestima e satisfação com a vida.

Resumindo: a ciência fala de modelos e de autenticidade. A ideia de que Jesus reflete o que todos podem ser é ensinamento do Bashar. As duas coisas caminham juntas, mas são diferentes.

E como trazer isso para a vida real?

Como viver o seu eu autêntico: 5 passos

  1. Repare onde você se coloca abaixo. Anote frases como “isso é para gente especial” ou “eu nunca vou ser assim”. Elas mostram onde você criou um pedestal.
  2. Troque a pergunta. Em vez de “por que ele pode e eu não?”, pergunte: “o que essa pessoa mostra que também existe em mim?”
  3. Encontre seus momentos de “eu inteira”. Lembre de situações em que você se sentiu leve, verdadeira e sem personagem. Cozinhando, conversando com uma amiga, ensinando algo. Ali está uma pista do seu eu autêntico.
  4. Diga uma pequena verdade por dia. “Hoje eu prefiro ficar em casa.” “Na verdade, eu discordo.” Coisas simples, ditas com gentileza, treinam a autenticidade.
  5. Cultive a sua conexão direta. Do seu jeito: oração, silêncio, meditação, uma caminhada. O Bashar fala de uma conexão pessoal com a Fonte, ou seja, sem precisar de intermediário.

Exercício para fazer hoje

Fique dois minutos diante de um espelho. Pense em alguém que você admira muito e complete em voz alta: “Eu admiro em você ___, e isso também existe em mim quando eu ___.”

Parece simples. Mas muita gente se emociona na primeira vez.

Gostou? Siga o @vejaabelezaaqui no Instagram para ver mais trechos do Bashar legendados em português.

O eu autêntico no trabalho, no dinheiro e nos relacionamentos

Exemplos nossos, para tirar a ideia do papel.

Na carreira

Quem vive no personagem costuma escolher a profissão “segura” que os outros esperavam. O eu autêntico não pede que você largue tudo amanhã. Pede que você se pergunte o que te dá entusiasmo e dê um passo pequeno nessa direção, como um curso livre ou um projeto paralelo.

Nas finanças pessoais

Muita compra nasce da vontade de parecer alguém. O carro para impressionar, a roupa para caber no grupo. Quando você se aceita, fica mais fácil organizar o orçamento em torno do que importa para você, e não do que os outros vão achar.

Nos relacionamentos

No modo espelho, o parceiro deixa de ser alguém que você precisa agradar o tempo todo. Vira alguém com quem você pode ser inteira. Falamos mais disso no artigo sobre amor-próprio e a lei do espelho.

Ferramentas que ajudam a viver o seu eu autêntico

  • Um caderno de autoconhecimento: escrever à mão ajuda a perceber padrões que passam despercebidos na correria.
  • Apps de meditação guiada: alguns minutos por dia já criam espaço para escutar a si mesma.
  • Terapia: um bom psicólogo ajuda a entender de onde vêm os personagens que você aprendeu a usar.
  • Cursos de autoconhecimento e inteligência emocional: úteis para quem gosta de aprender com método e exercícios.

Quem é o Bashar?

Bashar é uma consciência que, segundo Darryl Anka, se comunica por meio dele desde 1983. Anka é norte-americano e apresenta os ensinamentos em palestras e vídeos sobre crenças, entusiasmo e criação da realidade. Você pode conhecer mais no site oficial do Bashar.

Aqui no blog, tratamos esses ensinamentos como uma visão espiritual, sempre separando o que é fala dele do que é explicação nossa.

Perguntas frequentes

O que é o eu autêntico?

É a versão de você que age de acordo com o que realmente sente e valoriza, sem personagens para agradar os outros. Para o Bashar, é vivendo o eu autêntico que cada pessoa reflete o que Jesus mostrou.

Segundo Bashar, Jesus era diferente de nós?

Segundo ele, no sentido de ser um reflexo do que todo ser humano pode ser, não há diferença. O que existe são mal-entendidos sobre a mensagem.

O que significa “obras maiores fará”?

É uma passagem de João 14:12, em que Jesus diz que quem crê nele fará as obras que ele faz, e maiores. O Bashar usa esse trecho para reforçar que cada pessoa pode viver o seu eu autêntico.

O que o Bashar chama de Fonte?

No vídeo, ele fala de uma conexão pessoal com a Fonte, que muitos entendem como Deus, o universo ou o Todo. Segundo ele, era isso que Jesus e outros mestres tentavam mostrar.

Essa visão substitui a religião?

Não. É uma visão espiritual e não pretende substituir a fé de ninguém. Cada pessoa pode refletir sobre ela à sua maneira.

Para se aprofundar

Se este tema mexeu com você, um bom próximo passo é o livro A Arte da Imperfeição, de Brené Brown. Ela fala, com base em anos de pesquisa, sobre largar a pessoa que achamos que deveríamos ser e abraçar quem somos.

Conclusão

Segundo o Bashar, Jesus não está num pedestal distante. Ele é um espelho do que você pode ser quando vive o seu eu autêntico. Talvez a pergunta não seja “quem foi ele?”, mas “o que ele mostra sobre mim?”.

Conta aqui nos comentários: o que você enxerga quando se olha nesse espelho?

E, para continuar, leia o que o Bashar diz sobre por que Deus não pune.

Leia também

🌿 Siga @vejaabelezaaqui no Instagram