Mente superior: por que você se sente perdido e o que te chama de volta, segundo Bashar
Sabe aquele domingo à noite em que você termina de lavar a louça e a casa fica em silêncio? O trabalho está ok, as contas estão pagas, a rotina está no lugar. Mesmo assim, alguma coisa dentro de você pergunta baixinho: “é só isso?”.
Se você já sentiu isso, saiba que não está perdido à toa. Segundo Bashar, essa inquietação é um sinal da sua mente superior. E a pergunta que ela faz é o começo do caminho de volta.
Resposta rápida: Para Bashar, ao mergulhar fundo na vida física, a humanidade criou um esquecimento tão forte que muita gente nem lembra que tem uma mente superior. Mas o espírito já sabia que isso poderia acontecer. Por isso, deixou em cada pessoa uma semente, uma faísca: aquela vontade de buscar algo maior, que puxa você de volta para a luz.
O que Bashar ensina sobre a mente superior
O trecho do vídeo é curto, mas cabe muita coisa nele. Vamos por partes.
O paradoxo do esquecimento
Bashar começa falando de um paradoxo. Ao longo da história, mergulhar fundo na realidade física criou um tipo de desconexão, de esquecimento e de limitação. É um esquecimento tão profundo que permite que a pessoa nem se lembre de que tem uma mente superior.
Ele também faz uma ressalva importante: não é que precise continuar assim na sua realidade hoje. Esse esquecimento marcou a história humana, mas não é uma sentença.
Exemplo nosso: pense em quem passa anos num emprego que só paga as contas. No começo ainda sonha com outra coisa. Depois de um tempo, nem lembra mais o que queria. Não é que o sonho morreu. Ele só ficou soterrado pela rotina. É mais ou menos isso que Bashar descreve, só que numa escala bem maior.
E se o esquecimento é tão forte, como alguém consegue lembrar? É aqui que fica interessante.
Um impulso que já veio com você
Bashar explica que, mesmo com esse esquecimento, foi criado dentro de cada pessoa, como parte do seu “molde”, um impulso de buscar a mente superior.
Ou seja: a vontade de procurar sentido não é um luxo nem uma fase. Ela faz parte do projeto original de quem você é.
Exemplo nosso: sabe quando você está numa festa cheia de gente e, mesmo assim, sente vontade de ir embora para ficar sozinho e pensar na vida? Ou quando, no meio de uma discussão de família, você se pega pensando “eu não quero mais viver desse jeito”? Esses momentos são esse impulso pedindo espaço.
A faísca que puxa de volta
Agora vem a parte mais bonita do vídeo. Segundo Bashar, a mente superior sabe, e o espírito sabia quando formou esse molde, que era muito provável que a pessoa se perdesse na escuridão.
Por isso, ele sempre deixou uma semente, uma faísca, um impulso de ir em direção à luz, à mente superior, e de refazer essa conexão.
Repare no detalhe: se perder não pegou o espírito de surpresa. A saída foi colocada dentro de você antes mesmo de você precisar dela.
5 sinais de que a sua faísca está tentando falar com você
Os sinais abaixo são uma leitura nossa, com exemplos do dia a dia, para ajudar você a reconhecer esse chamado de que Bashar fala.
- A pergunta “é só isso?” aparece do nada. Você está no trânsito, na fila do mercado ou deitado antes de dormir, e ela simplesmente surge.
- Você fica inquieto mesmo quando tudo vai bem. Exemplo nosso: a promoção finalmente sai, o salário melhora, e uma semana depois a empolgação some. O dinheiro resolveu uma parte da vida, mas não a pergunta de fundo.
- Temas como sentido e espiritualidade começam a te atrair. Você começa a salvar vídeos, a ler artigos como este, a puxar esse assunto com amigos.
- Momentos de encanto te desarmam. Um pôr do sol, uma música, o olhar de um filho dormindo. Por alguns segundos, tudo parece maior e mais simples.
- Você cansa do piloto automático. Exemplo nosso: aquela hora de rolagem infinita no celular que antes distraía agora deixa uma sensação de vazio. Já falamos sobre isso no artigo sobre o vazio interior.
E você, com quantos desses sinais se identificou? Guarde a resposta, porque ela vai ser útil no exercício lá embaixo.
O que a ciência diz sobre essa busca por algo maior
A ideia de mente superior é um ensinamento espiritual, e a ciência não mede espírito. Mas há pesquisas sérias sobre essa necessidade humana de buscar algo maior que nós mesmos, e elas conversam bem com o que Bashar diz.
Viktor Frankl e a vontade de sentido. O psiquiatra austríaco Viktor Frankl, criador da logoterapia, via a busca por sentido como uma necessidade fundamental, cuja ausência pode levar à angústia existencial. Ele chamou essa sensação de “vazio existencial”. É uma forma científica de falar daquela pergunta “é só isso?”. even3
Lisa Miller e o cérebro espiritual. Uma pesquisa liderada por Lisa Miller, da Universidade Columbia, acompanhou a importância que os participantes davam à religião ou à espiritualidade em dois momentos ao longo de cinco anos e mediu a espessura do córtex cerebral por ressonância magnética. Quem dava muita importância à espiritualidade tinha o córtex mais espesso do que quem não dava. Os próprios autores avisam que os resultados são uma correlação e não provam causa e efeito. Você pode ler o estudo completo publicado na JAMA Psychiatry. pmc.ncbi.nlm.nih.gov +2
O “eu pequeno” do encantamento. Pesquisadores liderados por Paul Piff mostraram que despertar uma sensação de encanto nas pessoas pode estimular comportamentos mais generosos e positivos. Em diferentes situações, as pessoas se sentiam menores e menos centradas em si mesmas. Veja o resumo da pesquisa na Associação Americana de Psicologia. É curioso como isso lembra o sinal 4: quando algo maior nos toca, saímos um pouco do próprio umbigo. apauci
Resumindo: a ciência não confirma a mente superior, mas confirma que buscar sentido e se conectar com algo maior faz parte de quem nós somos.
O que a Bíblia diz sobre a mente superior e a faísca de luz
Bashar não cita a Bíblia nesse vídeo. As conexões abaixo são nossas, porque a mesma ideia aparece ali de um jeito simples e muito profundo.
A eternidade no coração. Em Eclesiastes 3:11, está escrito que Deus pôs a eternidade no coração do homem. É a mesma imagem da semente de Bashar: algo eterno guardado dentro de cada pessoa, mesmo quando ela esquece.
O filho que “caiu em si”. Na parábola do filho pródigo (Lucas 15), o filho vai embora, gasta tudo e se perde. O ponto de virada é o versículo 17, quando ele “caiu em si” e lembrou da casa do pai. Repare que ninguém foi buscá-lo. Algo dentro dele lembrou. É exatamente a faísca que puxa de volta.
A luz que a escuridão não apaga. Em João 1:5, a luz brilha nas trevas, e as trevas não a vencem. Bashar diz que o espírito sabia que poderíamos nos perder “na escuridão” e por isso deixou uma faísca de luz. As duas mensagens dizem a mesma coisa: o escuro não tem a palavra final.
Se em algum momento você já se sentiu abandonado nesse escuro, vale ler também o artigo sobre a frase “por que me abandonaste” segundo Bashar.
Como se reconectar com a sua mente superior: passo a passo
O passo a passo abaixo é uma sugestão nossa para colocar em prática o que Bashar ensina.
- Pare de brigar com a sensação de estar perdido. Em vez de pensar “tem algo errado comigo”, experimente pensar “minha faísca está falando”.
- Faça a pergunta certa. Troque “por que me sinto assim?” por “o que essa vontade está me pedindo?”.
- Siga o que te acende, mesmo que seja pequeno. Exemplo nosso: se fazer cerâmica, cozinhar ou escrever te deixa leve, coloque isso na agenda como compromisso. O artigo sobre como descobrir sua paixão ajuda nessa parte.
- Crie momentos de encanto de propósito. Uma caminhada sem fone, olhar o céu por dois minutos, ouvir uma música inteira sem fazer outra coisa.
- Observe o que muda. Repare como você reage ao trânsito, ao chefe e à família depois de alguns dias assim.
Exercício para fazer hoje: o minuto da faísca
Antes de dormir, pegue um caderno e responda três perguntas:
- Em que momento de hoje eu me senti mais vivo?
- Em que momento eu me senti mais perdido?
- Se a minha faísca pudesse falar, o que ela me pediria amanhã?
Não precisa escrever bonito. O objetivo é treinar o ouvido para essa voz que você esqueceu que tinha.
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Ferramentas que ajudam a ouvir esse chamado
Algumas ferramentas simples deixam esse caminho mais leve:
- Diário de autoconhecimento: um caderno só para o exercício da faísca já cria um hábito.
- Aplicativos de meditação guiada: cinco minutos por dia ajudam a acalmar o barulho mental e perceber o que vem de dentro.
- Livros sobre propósito de vida: ler quem já estudou a fundo a busca por sentido amplia muito a visão (indicamos um logo abaixo).
- Cursos de autoconhecimento: para quem quer um passo a passo mais estruturado e acompanhado.
- Orientação de carreira: se a sensação de estar perdido vem muito do trabalho, um profissional pode ajudar a enxergar novos caminhos.
Quando buscar apoio profissional
Se a sensação de vazio dura muito tempo, pesa no seu dia a dia ou vem junto com uma tristeza difícil de carregar, procure um psicólogo. Espiritualidade e terapia não competem. Uma pode caminhar ao lado da outra.
Quem é o Bashar?
Bashar é um ser que se apresenta como extraterrestre e é canalizado pelo americano Darryl Anka desde os anos 1980. Os ensinamentos dele falam de crenças, de realidade, de escolhas e de viver com mais alegria. Você pode conhecer mais no site oficial do Bashar.
Aqui no blog, separamos com cuidado o que é fala do Bashar, o que é ciência e o que são exemplos nossos, para você tirar suas próprias conclusões.
Perguntas frequentes sobre a mente superior
O que é a mente superior segundo Bashar?
É a parte de você ligada ao espírito, que “sabe”. No vídeo, Bashar explica que muita gente esqueceu que tem uma mente superior, mas que todos carregam um impulso de buscá-la.
Por que eu me sinto perdido espiritualmente?
Para Bashar, o mergulho profundo na vida física criou esquecimento e desconexão. Sentir-se perdido seria um efeito desse esquecimento, e não um defeito seu.
Como saber se a minha mente superior está me chamando?
Na nossa leitura, os sinais mais comuns são a pergunta “é só isso?”, a inquietação mesmo quando tudo vai bem e a atração por temas de sentido e espiritualidade.
A Bíblia fala sobre a mente superior?
Não com esse nome. Mas há paralelos bonitos, como Eclesiastes 3:11, que fala da eternidade posta no coração do homem, e o filho pródigo, que “caiu em si” e voltou para casa.
A ciência comprova a mente superior?
Não. A ciência estuda a busca por sentido e os efeitos da espiritualidade no cérebro e no comportamento, mas a mente superior continua sendo um conceito espiritual.
Para se aprofundar
Se este tema mexeu com você, o livro “Em Busca de Sentido”, de Viktor Frankl, é leitura obrigatória. Ele mostra, a partir de uma história real e muito forte, como a busca por sentido pode sustentar uma pessoa mesmo nos momentos mais escuros.
Você não está perdido à toa
Se hoje você se sente perdido, lembre do que Bashar disse: o espírito já sabia que isso poderia acontecer e deixou uma faísca dentro de você. Essa vontade de buscar algo maior não é fraqueza. É a sua mente superior chamando você de volta para casa.
Conta aqui nos comentários: qual dos 5 sinais você mais reconheceu em você? E, se quiser continuar, leia sobre o vazio interior.
Leia também
- Você nunca está sozinho, segundo Bashar
- O eu autêntico segundo Bashar
- Deus não pune: o que Bashar ensina sobre culpa e amor incondicional
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