Vazio interior: o que Bashar ensina sobre aquilo que nada preenche
São 23h. Você já viu tudo o que tinha para ver no celular, mas continua rolando a tela. Não é interesse, é aquele vazio interior que aparece quando a casa fica quieta.
Abrir um app de compras sem precisar de nada, pegar o celular a cada pausa, procurar no outro uma sensação que não vem.
Bashar tem uma explicação simples e profunda para isso, e ela muda a forma como você enxerga esses momentos.
Resposta rápida: segundo Bashar, o vazio interior nasce da crença de que você não tem poder pessoal e está desconectado da sua fonte. Como negamos essa sensação, tentamos preenchê-la com coisas que anestesiam a percepção. Mas, para ele, a conexão nunca se desfez: o caminho é reconhecê-la, não preencher o vazio de fora para dentro.
O que Bashar diz sobre o vazio interior
Neste trecho de uma de suas transmissões, Bashar fala sobre a origem do vício e do vazio que ele tenta preencher:
“O vício nasce de uma crença na falta de poder pessoal, que cria uma sensação de vazio que a consciência tenta preencher com o que encontrar. Mas ele também nasce de uma negação dessa sensação de impotência. E assim, em vez de saber que a conexão nunca se desfez com a sua fonte de poder pessoal, você acaba acreditando que está desconectado. E como, negando, você não consegue sentir a conexão, tenta preencher o vazio com coisas que anestesiam a sua percepção da desconexão.”
Nessa fala curta há três ideias. Vale olhar cada uma com calma.
O vazio nasce de uma crença
O ponto de partida, segundo Bashar, é a crença de que você não tem poder pessoal. Essa crença gera a sensação de vazio, e a consciência corre para preenchê-la com o que estiver ao alcance.
Por isso o objeto muda tanto de pessoa para pessoa. O que se repete é o mecanismo: sentir falta, buscar algo fora, aliviar por um instante e sentir falta de novo.
A negação mantém o ciclo
Bashar acrescenta um segundo ingrediente: a negação dessa sensação de impotência. Além de acreditar que somos fracos, evitamos olhar para essa crença.
Sem olhar, não conseguimos examiná-la. E sem examiná-la, não percebemos que ela pode não ser verdadeira.
A conexão nunca se desfez
Este é o coração da mensagem. Para Bashar, a sua conexão com a fonte de poder pessoal nunca se desfez. O que existe é a crença de estar desconectado.
Nessa visão, aquilo que usamos para preencher o vazio funciona como anestesia: alivia, mas também impede de enxergar o que está por trás.
Onde o vazio interior aparece no dia a dia
Os exemplos abaixo não são do Bashar. São situações comuns que ajudam a reconhecer, na prática, o mecanismo que ele descreve.
No celular e nas redes sociais
A rolagem infinita é a forma mais comum de anestesia hoje. Você não procura nada específico, só quer não sentir o silêncio. Perceber o momento em que a mão vai ao celular já é um grande passo.
Nas compras por impulso
Comprar dá um alívio rápido, mas a fatura chega e o vazio interior continua lá. Se isso pesa no seu orçamento, vale anotar o que você sentia antes de cada compra.
Muitas vezes a resposta é tédio ou cansaço, não necessidade. Sobre a relação entre dinheiro e sensação de falta, leia também abundância não é só dinheiro.
Nos relacionamentos
Às vezes buscamos no outro a sensação de completude que achamos que não temos. Quando o outro não corresponde, o vazio parece maior.
Esse tema conversa diretamente com o artigo sobre amor-próprio e o reflexo que o mundo devolve.
5 passos para olhar para o seu vazio interior
A proposta não é brigar com você nem se culpar. É trocar a pergunta “como faço para parar de sentir isso?” por “que crença está por trás disso?”.
Os passos abaixo são uma sugestão prática nossa, inspirada na fala do Bashar.
- Pause por 10 segundos. Antes de pegar o celular, abrir o app de compras ou mandar aquela mensagem, pare. Só isso.
- Dê um nome ao que sente. Tédio, solidão, cansaço, sensação de não ser suficiente? Nomear já diminui a força da negação.
- Encontre a crença. “Eu não dou conta”, “sozinho eu não sou nada”, “preciso de algo para ficar bem”. Se quiser se aprofundar, veja como identificar crenças limitantes.
- Questione essa crença. Ela é mesmo verdadeira? Quando foi que você deu conta sozinho?
- Lembre da conexão. Respire fundo por um minuto e considere a possibilidade que Bashar propõe: a conexão com a sua força nunca se desfez. Apps de meditação guiada podem ajudar a criar esse hábito.
Exercício para fazer hoje: o diário do vazio
À noite, separe cinco minutos e responda em um caderno:
- Em que momento do dia eu senti o vazio interior?
- O que eu busquei para preenchê-lo?
- Que crença sobre mim estava por trás disso?
Faça isso por sete dias. Você vai perceber padrões que passam despercebidos na correria.
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Quando buscar apoio profissional
As ideias de Bashar são uma reflexão de autoconhecimento e não substituem cuidado profissional.
Se o que você sente vai além de um hábito e virou dependência, ou se o vazio vem junto com tristeza constante, conversar com um psicólogo faz diferença, inclusive em terapia online.
Pelo SUS, os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) oferecem acolhimento gratuito, e grupos de apoio mútuo também atendem sem custo.
Pedir ajuda também é uma forma de reconhecer o seu poder pessoal.
Quem é o Bashar
Bashar é um ser que se apresenta como vindo de outra civilização e é canalizado pelo norte-americano Darryl Anka desde os anos 1980.
Suas mensagens falam de crenças, de como criamos a nossa realidade e de como viver com mais leveza e propósito. Você pode conhecer o trabalho original no site oficial do Bashar.
Perguntas frequentes sobre vazio interior
O que é vazio interior?
É a sensação de que algo está faltando, mesmo quando a vida parece em ordem. Segundo Bashar, ela nasce da crença de que não temos poder pessoal e de que estamos desconectados da nossa fonte.
Por que sinto um vazio que nada preenche?
Porque, nessa visão, o vazio vem de uma crença, não da falta de um objeto. O que buscamos fora traz alívio rápido, mas a crença continua igual.
Como preencher o vazio interior?
Para Bashar, não se trata de preencher, e sim de reconhecer que a conexão com a sua força nunca se desfez. Na prática, ajuda pausar, nomear o que sente e questionar a crença por trás.
O que Bashar diz sobre vícios?
Que o vício nasce da crença na falta de poder pessoal e da negação dessa sensação. O comportamento viciante funciona como uma forma de anestesiar a percepção da desconexão.
Vazio interior é o mesmo que vazio existencial?
No dia a dia, as expressões são usadas de forma parecida. “Vazio existencial” vem da psicologia e da filosofia, ligado à falta de sentido na vida, ideia muito associada ao psiquiatra Viktor Frankl.
Para se aprofundar
Se você quer entender por que o celular, as compras e outros prazeres rápidos prendem tanto a nossa atenção, o livro Nação Dopamina, de Anna Lembke, explica esse ciclo de forma clara e acessível.
Conclusão
O vazio interior não é sinal de que falta algo em você. Segundo Bashar, é o reflexo de uma crença que pede para ser olhada, e tudo o que usamos para fugir dela só adormece essa percepção.
Quando você pausa, dá nome ao que sente e questiona a ideia de estar desconectado, abre espaço para lembrar que a sua força sempre esteve aí.
E você, o que costuma buscar quando sente esse vazio? E se esse tema tocou você, leia também por que guardar mágoa prende você.
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