Como ser uma pessoa positiva quando todo mundo espalha medo, segundo Bashar

São sete da manhã e o celular já vibrou doze vezes. No grupo da família, alguém mandou uma notícia alarmante. No café do trabalho, o assunto é a crise. E você, que tinha acordado bem, sente o peito apertar sem saber direito por quê.

Se você já se perguntou como ser uma pessoa positiva no meio disso tudo, sem virar quem finge que nada está acontecendo, este artigo é para você. Bashar tem uma resposta que não passa por discursos, e sim por atitudes.

Resposta rápida: Segundo Bashar, quem escolheu crenças positivas precisa vivê-las na prática, com ações concretas que representem a realidade que prefere. Assim a pessoa vira um “farol”, um exemplo que mostra aos outros que existem outras possibilidades além das crenças baseadas no medo. Ser positivo, nesse sentido, é mostrar, não convencer.

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O que Bashar ensina: ser positivo é uma ação, não só um pensamento

No trecho do vídeo, Bashar diz que é mais importante do que nunca que as pessoas voltadas para crenças positivas realmente atuem na realidade física como exemplos vivos. E ele explica como: com ações físicas que representem a realidade que elas preferem.

Repare que ele não fala em repetir afirmações nem em ignorar os problemas. Ele fala em agir. O pensamento positivo que fica só na cabeça não chega até ninguém. O que chega é o que você faz.

Bashar usa duas imagens para isso. A primeira é a do farol. A segunda, mais curiosa, é a de uma linguagem: suas ações funcionam como uma forma de comunicação na realidade física, algo que os outros conseguem “ler” sem que você diga uma palavra. É uma ideia parecida com a que aparece em outro ensinamento dele, sobre o curador que não cura, mas sustenta uma vibração.

Por que o exemplo fala mais alto

Segundo Bashar, esse exemplo serve para que os outros vejam que existem outras probabilidades. E ele acrescenta: essas probabilidades ficam invisíveis para quem se alinha ou embarca nas crenças baseadas no medo, que podem estar sendo espalhadas por quem deseja encher a sociedade com essas perspectivas.

Ele termina dizendo que é mais importante do que nunca garantir que a sociedade não se desestabilize. Ou seja, para Bashar, ser exemplo não é vaidade espiritual. É uma forma de contribuir para o equilíbrio de todos.

Mas como isso aparece numa terça-feira comum? É aqui que fica interessante.

Como ser uma pessoa positiva na prática: exemplos do cotidiano

Os exemplos abaixo são nossos, para ajudar a visualizar a ideia. Não são falas do Bashar.

No trabalho. A equipe repete que “esse ano não adianta tentar nada novo”. Você não discute. Apresenta uma ideia pequena, testa e mostra o resultado na reunião seguinte. Sem sermão, você abriu uma porta que ninguém estava vendo.

Na família. No almoço de domingo, a conversa vira uma lista de notícias ruins. Em vez de rebater cada uma, você conta algo bom da sua semana e pergunta o que deu certo na vida de cada um. A energia da mesa muda, e ninguém precisou perder a discussão. Se a dificuldade é entender de onde vem o medo do outro, vale ler sobre como desenvolver empatia segundo Bashar.

No relacionamento. Seu parceiro chega estressado, convencido de que tudo vai dar errado. Você não diz “pensa positivo”. Prepara um café, senta do lado e ajuda a dividir o problema em partes menores. O seu jeito de lidar já é a mensagem.

No dinheiro. Todo mundo diz que não dá para guardar nada. Você começa a separar um valor pequeno por mês e, quando alguém pergunta, conta como fez. Você não prometeu nada a ninguém; só mostrou que existe outro caminho possível.

E você? Em qual dessas situações costuma embarcar no medo dos outros sem perceber?

Agora, será que a ciência tem algo a dizer sobre esse efeito do exemplo? Tem, e é bem interessante.

O que a ciência diz sobre emoções que “pegam”

A psicologia não fala em farol nem em probabilidades, mas estuda há décadas como emoções e atitudes se espalham entre as pessoas.

Um estudo publicado no BMJ em 2008, dos pesquisadores James Fowler e Nicholas Christakis, acompanhou milhares de pessoas ao longo de 20 anos e observou que a felicidade se espalha pelas redes de convivência. Pessoas cercadas de gente feliz tinham mais chance de ficar felizes no futuro, e o efeito aparecia até em três graus de separação: o amigo do amigo do seu amigo. Você pode ler o estudo completo no BMJ.

Ao mesmo tempo, a psicologia explica por que o medo parece tão mais forte. Uma revisão conhecida do psicólogo Roy Baumeister e colegas, publicada em 2001 com o título “Bad Is Stronger Than Good”, reuniu evidências de que experiências e informações negativas costumam pesar mais na nossa mente do que as positivas. É o chamado viés de negatividade. Veja a revisão aqui.

Juntando as duas coisas: o medo grita mais alto, mas o bom exemplo também contagia. Só um cuidado: isso é ciência sobre comportamento e emoções. A ideia de “outras probabilidades” é um ensinamento espiritual do Bashar, não uma conclusão desses estudos.

E existe um livro bem mais antigo que já falava de ser luz para os outros.

O que a Bíblia diz sobre ser exemplo

Essa ponte é uma comparação nossa. Bashar não citou a Bíblia no vídeo.

Em Mateus 5:14 e 16, Jesus diz: “Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte. […] Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” (Almeida Revista e Corrigida)

Veja que encontro bonito: nos dois casos, a luz não é um discurso, é algo que os outros veem. Jesus fala em “boas obras”; Bashar, em “ações físicas”. Nenhum dos dois pede que você convença alguém. Pedem que você brilhe onde está.

Romanos 12:2 complementa: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento”. Lembra o convite de Bashar para não embarcar nas crenças baseadas no medo.

A diferença, com todo respeito, está no propósito. Na Bíblia, a luz aponta para Deus e para a glória do Pai. Em Bashar, o exemplo serve para mostrar que outras realidades são possíveis. O ponto de encontro é a atitude: viver de forma coerente com aquilo em que você acredita.

No cotidiano, é a moça que, numa fila longa e tensa, trata a atendente com gentileza. Ela não fez palestra nenhuma. Mas quem estava na fila viu.

Na prática, responda em 3 a 5 linhas, em primeira pessoa:

  • Você já foi “farol” para alguém sem perceber, ou alguém foi farol para você?
  • Teve uma situação em que todo mundo estava com medo e você escolheu agir diferente? O que aconteceu?
  • O que mudou no seu jeito de reagir às notícias desde que começou a estudar o Bashar?

Passo a passo: 5 atitudes para ser uma pessoa positiva sem forçar

  1. Perceba onde você embarca no medo. Repare em que momentos do dia você absorve o clima dos outros: o grupo da família, o noticiário no almoço, a conversa no trabalho.
  2. Escolha a realidade que você prefere, em uma frase. Por exemplo: “Eu escolho viver com calma e com soluções.”
  3. Faça uma ação pequena que represente essa realidade. Organizar uma conta, ligar para alguém, terminar uma tarefa adiada. Bashar fala em ações físicas, não em intenções.
  4. Fale menos, mostre mais. Em vez de convencer, deixe que as pessoas vejam o resultado. O exemplo é a linguagem.
  5. Cuide do que você repassa. Antes de encaminhar uma notícia, pergunte: “Isso ajuda alguém a ver uma saída?” Esse cuidado conversa com o que Bashar ensina sobre a lei do retorno e o poder das definições.

Exercício para fazer hoje: o teste do farol

Escolha um ambiente de hoje: casa, trabalho ou um grupo de WhatsApp. Antes de entrar nele, pergunte a si mesmo: “Qual seria a atitude de alguém que já vive a realidade que eu prefiro?”

Faça só essa atitude, uma vez. À noite, anote num caderno o que você fez e se percebeu alguma mudança em você ou nas pessoas ao redor.

Ferramentas que ajudam a manter sua luz acesa

Algumas ferramentas simples ajudam a sustentar essa escolha no dia a dia:

  • Caderno de gratidão: anotar três coisas boas por dia treina o olhar para o que está dando certo.
  • Apps de meditação guiada: começar o dia com alguns minutos de silêncio antes de abrir as notícias muda o tom da manhã.
  • Livros de psicologia positiva: ajudam a entender, com base em pesquisas, como emoções e hábitos se espalham.
  • Cursos de inteligência emocional: ensinam a reconhecer e lidar com o medo antes que ele tome conta das decisões.
  • Organização das finanças pessoais: uma planilha simples troca a preocupação vaga por um plano concreto.

Quem é o Bashar?

Bashar é um ser canalizado pelo norte-americano Darryl Anka desde a década de 1980. Ele se apresenta como membro de uma civilização chamada Essassani e fala sobre crenças, realidade e sobre seguir aquilo que nos empolga. Aqui no blog, apresentamos suas falas como ensinamento espiritual, para reflexão, sempre separadas das nossas explicações.

Perguntas frequentes

Como ser uma pessoa positiva sem ser ingênua?

Ser positivo não é negar os problemas. É reconhecer o que está acontecendo e escolher agir na direção de uma solução, em vez de alimentar só o medo.

O que Bashar quer dizer com “ser um farol”?

Segundo Bashar, é viver de forma coerente com a realidade que você prefere, com ações concretas, para que os outros vejam que existem outras possibilidades.

O medo é realmente contagioso?

A psicologia mostra que emoções se espalham entre as pessoas e que o negativo costuma pesar mais na mente. Mas estudos também mostram que a felicidade se espalha pelas redes de convivência.

Como lidar com pessoas negativas na família?

Em vez de discutir cada opinião, mostre pelo exemplo. Conte algo que deu certo, faça perguntas sobre o que está bom e cuide do que você mesmo repassa.

Pensamento positivo funciona?

Pensar positivo sozinho não resolve. O que Bashar destaca é a ação: a crença positiva precisa aparecer no que você faz.

O que a Bíblia diz sobre ser luz para os outros?

Em Mateus 5:14-16, Jesus diz que somos a luz do mundo e que essa luz deve brilhar para que os outros vejam as boas obras.

Para se aprofundar

Se você quer entender, com base em pesquisas, como o seu estado emocional influencia quem está ao redor, uma boa leitura é “O Jeito Harvard de Ser Feliz”, de Shawn Achor.

Para quem quer praticar com acompanhamento, um curso de inteligência emocional ajuda a transformar essas ideias em hábito.

Conclusão

Ser uma pessoa positiva, segundo Bashar, não é convencer ninguém. É viver de um jeito que mostre, na prática, que outro caminho existe. O medo pode ser contagioso, mas o seu exemplo também é.

Me conta nos comentários: quem já foi farol na sua vida? E se você quer ir além, leia o que Bashar ensina sobre viver a partir do seu eu autêntico.

Leia também

Fontes

  • Fowler, J. H.; Christakis, N. A. (2008). Dynamic spread of happiness in a large social network. BMJ, 337, a2338. https://www.bmj.com/content/337/bmj.a2338
  • Baumeister, R. F. et al. (2001). Bad Is Stronger Than Good. Review of General Psychology, 5(4), 323-370. https://doi.org/10.1037/1089-2680.5.4.323
  • Bíblia Sagrada, tradução Almeida Revista e Corrigida: Mateus 5:14-16 e Romanos 12:2.
  • Vídeo: trecho de uma transmissão de Bashar, canalizado por Darryl Anka, legendado em português pelo @vejaabelezaaqui.

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