IA vai substituir empregos? O que o Bashar diz sobre o trabalho e a economia da sincronicidade

Segunda-feira, 7h40. Você está terminando o café quando o grupo do trabalho apita. Alguém mandou uma notícia: mais uma empresa trocou parte da equipe de atendimento por inteligência artificial. Ninguém comenta nada, mas todo mundo leu. E a pergunta fica martelando o dia inteiro: será que a IA vai substituir empregos como o meu?

Num trecho de uma de suas canalizações, alguém fez exatamente essa pergunta ao Bashar. A resposta não foi o “fique tranquilo” que a gente gostaria de ouvir, nem o cenário de fim do mundo das manchetes. Foi algo bem mais interessante.

Resposta rápida: segundo o Bashar, a IA e os robôs vão substituir empregos em muitos casos, mas vão surgir oportunidades que ainda nem imaginamos. Ele diz também que, nas próximas décadas, a economia tende a funcionar por sincronicidade: cada pessoa no lugar certo, na hora certa, com o que o outro precisa. Para ele, essa mudança existe para a humanidade ser mais o seu eu autêntico.

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IA vai substituir empregos? As 3 respostas do Bashar

No vídeo, quem pergunta comenta que a IA e os robôs vão substituir os empregos. A resposta do Bashar pode ser resumida em três partes:

  1. Sim, em muitos casos. Ele não nega que isso vai acontecer.
  2. Mas outras portas vão se abrir. Segundo ele, os extraterrestres vão trazer oportunidades que nós ainda nem imaginamos, e essas oportunidades vão ocupar o lugar desses empregos.
  3. E tudo isso tem um sentido. Quando a pessoa conclui “então vamos mudar para fazer outra coisa”, ele confirma: “Vocês vão mudar, sim.” E acrescenta que tudo vai mudar para permitir que a humanidade seja, de verdade, mais o seu eu autêntico.

Esse contexto é importante. A fala faz parte do que o Bashar chama de vida depois do contato aberto. No mesmo trecho, ele afirma que, em cerca de cinco anos, certas coisas estarão disponíveis para muitas pessoas por causa desse contato e da tecnologia que, segundo ele, os extraterrestres vão trazer. Ele também diz que muita gente vai resistir, principalmente por medo, e que por isso levaria uma ou duas décadas para que todos estejam dispostos a aproveitar esses “presentes”. Esses prazos são a visão dele, não um fato comprovado. Para entender melhor esse cenário, leia o nosso artigo sobre o contato aberto com extraterrestres.

Repare que o Bashar não fala só de perda. Ele fala de troca: um tipo de trabalho sai e outro, que ainda nem tem nome, entra.

E é aqui que a conversa fica interessante, porque a pergunta seguinte foi sobre o dinheiro.

O dinheiro vai deixar de importar?

A pessoa comenta que a economia vai ser digital e que o dinheiro não vai importar. A resposta do Bashar é curta: “Com o tempo, isso também é verdade.”

Ele descreve essa mudança em etapas. Primeiro, segundo ele, o dinheiro vai se transformar em outra forma de troca digital. Ele faz questão de dizer que não se trata de criptomoeda, e sim de algo diferente. Depois, nas próximas décadas, a economia ficaria mais parecida com a do mundo dele, que ele resume numa frase: pura sincronicidade.

O Bashar explica o que isso quer dizer. Todo mundo acaba estando exatamente onde precisa estar, exatamente quando precisa estar lá, tendo exatamente o que outra pessoa precisa e recebendo exatamente o que precisa, no tempo perfeito.

Lido assim, parece poesia. Mas como seria isso numa terça-feira comum?

Como funcionaria uma economia da sincronicidade no dia a dia

O Bashar não deu exemplos práticos no vídeo. Os exemplos abaixo são nossos, um exercício de imaginação para enxergar o que essa ideia significaria na vida real. Já falamos de sincronicidade num artigo só sobre esse tema. Aqui, a proposta é imaginá-la como o próprio sistema que move a economia.

Na cozinha

Exemplo nosso: a dona Cida faz o melhor bolo de fubá da rua e adora fazer. Numa manhã, ela sente vontade de assar dois em vez de um, sem saber bem por quê. À tarde, a vizinha bate na porta: vai receber visitas e não teve tempo de cozinhar. Ninguém pagou, ninguém cobrou. Na semana seguinte, o filho dessa vizinha, que é eletricista, passa por acaso na hora em que o chuveiro da dona Cida queima.

Hoje, chamamos isso de coincidência. Numa economia da sincronicidade, seguindo a lógica do Bashar, o sistema funcionaria assim o tempo todo.

No trabalho

Exemplo nosso: o Rafael trabalha há dez anos digitando planilhas, e essa função passa a ser feita por uma IA. Em vez de se sentir descartado, ele percebe que sempre foi a pessoa que os colegas procuravam para explicar as coisas com paciência. Então começa a ensinar outras pessoas a usar as novas ferramentas. Era o que ele tinha de melhor, e era exatamente o que muita gente precisava naquele momento.

Esse exemplo ajuda a entender o que pode significar “mais o seu eu autêntico”: o trabalho deixa de ser só o que você faz para pagar as contas e passa a ser o que você tem para oferecer.

Na família

Exemplo nosso: a avó que adora contar histórias e o neto que está aprendendo a ler. A mãe que precisa de uma tarde livre e a tia aposentada que sente falta de companhia. Cada um tem o que o outro precisa, e a troca acontece sem planilha nem contrato.

No dinheiro

Exemplo nosso: imagine fechar o mês sem aquela conta mental de “quanto custa, quanto sobra”. Você faz o que sabe fazer bem, e o que você precisa chega no tempo certo, porque todo mundo está fazendo o mesmo. O Bashar não explica como isso funcionaria tecnicamente. Ele diz que esse é o rumo da economia, depois de etapas intermediárias.

Agora pense em você: se o dinheiro não fosse a questão, o que você faria amanhã de manhã? Guarde essa resposta, porque ela vai ser útil no exercício mais abaixo.

Dá para viver um pouco disso hoje?

Talvez você já tenha vivido algo parecido: a indicação de trabalho que apareceu na semana em que você mais precisava, ou o amigo que ligou oferecendo a ajuda que você não tinha coragem de pedir.

Não estamos dizendo que o mundo já funciona assim. Mas reparar nesses encontros pode mudar o jeito como você encara as mudanças no trabalho, com menos medo e mais atenção ao que você tem para oferecer.

Mas o que a ciência diz sobre tudo isso?

O que a ciência diz sobre a IA e o futuro do trabalho

A ciência não fala de extraterrestres nem de economia da sincronicidade. Mas traz dados e pesquisas que conversam com parte da fala do Bashar.

1. Empregos somem, mas outros surgem. O Relatório Futuro dos Empregos 2025, do Fórum Econômico Mundial, ouviu mais de mil dos maiores empregadores do mundo, de 22 setores e com mais de 14 milhões de trabalhadores. A projeção é que, até 2030, 170 milhões de novas funções sejam criadas e 92 milhões deixem de existir, um saldo positivo de 78 milhões. O relatório também estima que 34% das tarefas de trabalho sejam divididas entre pessoas e tecnologia até 2030. Ou seja: a IA vai substituir empregos, mas também vai criar outros. O relatório está no site do Fórum Econômico Mundial.

2. Quem molda o próprio trabalho encontra mais sentido nele. Em 2001, as pesquisadoras Amy Wrzesniewski e Jane Dutton criaram o conceito de job crafting, algo como “lapidar o próprio trabalho”. Segundo elas, as pessoas mudam os limites das tarefas, das relações e da forma de enxergar o trabalho, e isso altera o significado e a identidade profissional (estudo original). O exemplo clássico é o de funcionários da limpeza de hospitais que passaram a ver seu papel como ajudar a criar um ambiente de cura, e não só limpar o chão. Eles relataram mais satisfação no trabalho. A pesquisa não fala do “eu autêntico” do Bashar, mas mostra que trazer mais de quem você é para o trabalho faz diferença real.

3. Sincronicidade é um conceito, não uma prova. O termo foi criado pelo psiquiatra Carl Jung para descrever coincidências que carregam significado. Ele é estudado como experiência humana, mas a ciência não comprova que exista uma “orquestração” por trás dessas coincidências. Essa parte continua sendo uma visão espiritual.

Resumindo: os números e as pesquisas são ciência, e a economia da sincronicidade é ensinamento do Bashar. E existe um terceiro olhar que conversa com os dois.

O que a Bíblia diz sobre isso

A comparação a seguir é nossa. O Bashar não citou a Bíblia neste vídeo, e as duas visões não dizem exatamente a mesma coisa.

“Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas.” (1 Pedro 4:10, NVI)

Esse versículo lembra a ideia de “ter exatamente o que outra pessoa precisa”. Na visão cristã, cada um recebe dons diferentes, e eles existem para circular, não para ficar guardados. É como a costureira que conserta a roupa do vizinho e, sem saber, ajuda a salvar a entrevista de emprego dele.

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes 3:1, Almeida Revista e Atualizada)

Aqui aparece outro ponto de encontro: o “tempo perfeito” de que o Bashar fala. Para Eclesiastes, existe um tempo certo para cada coisa.

A diferença é importante. Na Bíblia, esse tempo e esses dons vêm de Deus. Na fala do Bashar, a sincronicidade aparece como o jeito natural de uma sociedade que vive alinhada. Os caminhos são diferentes, mas os dois convidam a confiar mais e a oferecer o que se tem de melhor.

Na prática, responda comigo…

  • Você já viveu uma mudança de trabalho ou de carreira que parecia uma perda e virou uma oportunidade?
  • Já aconteceu de alguém aparecer com exatamente o que você precisava, no momento certo?
  • Como a IA já mudou o seu jeito de trabalhar?

Como se preparar para a IA sem medo: 5 passos

  1. Liste as tarefas repetitivas do seu trabalho. São essas que a IA tende a assumir primeiro. Ver isso no papel tira o susto e mostra o que sobra.
  2. Anote o que você faz com entusiasmo. Ensinar, ouvir, organizar, criar, cuidar. É aí que mora o seu “eu autêntico”.
  3. Aprenda uma ferramenta de IA por mês. Quem usa a tecnologia a seu favor tem menos chance de ser pego de surpresa por ela.
  4. Observe as trocas que já acontecem. Repare quando alguém precisa exatamente do que você sabe fazer, e quando acontece o contrário.
  5. Ofereça antes de ser cobrado. Uma ajuda, uma dica, uma indicação. Isso fortalece a rede de pessoas que um dia pode te indicar.

Exercício para fazer hoje: pegue um caderno e divida a página em duas colunas. Na primeira, escreva “o que eu faço porque preciso”. Na segunda, “o que eu faria mesmo se não precisasse”. Depois, circule um item da segunda coluna que você consegue levar, nem que seja um pouquinho, para o seu trabalho desta semana. Se você ainda não sabe o que te move, o artigo sobre como encontrar seu propósito de vida pode ajudar.

Ferramentas que ajudam a se preparar

  • Cursos de IA para iniciantes e de requalificação profissional: existem opções online, curtas e práticas, para aprender a usar as ferramentas no dia a dia de trabalho.
  • Orientação de carreira: ajuda a enxergar onde suas habilidades podem servir em novas funções.
  • Organização das finanças pessoais: uma reserva para períodos de mudança permite fazer escolhas com calma, e não por pressão.
  • Um caderno de autoconhecimento: para o exercício acima e para anotar as sincronicidades que aparecerem.

Quem é o Bashar?

Bashar é o ser que, segundo Darryl Anka, se comunica por meio dele desde 1983. Darryl Anka é um canalizador norte-americano, e o Bashar se apresenta como um extraterrestre de uma civilização chamada Essassani. Os ensinamentos dele falam de crenças, de seguir o entusiasmo, da sincronicidade e do contato com outras civilizações. Neste blog, trazemos as falas dele com fidelidade e deixamos claro o que é exemplo ou interpretação nossa.

Perguntas frequentes

A IA vai substituir empregos mesmo?

Em parte, sim. O Fórum Econômico Mundial projeta 92 milhões de funções substituídas e 170 milhões criadas até 2030. O Bashar também diz que, em muitos casos, isso é verdade, mas que novas oportunidades vão surgir.

O que o Bashar diz sobre o fim do dinheiro?

Ele diz que, com o tempo, o dinheiro vai deixar de importar. Primeiro viria uma nova forma de troca digital, que não é criptomoeda, e depois uma economia de pura sincronicidade.

O que é economia da sincronicidade?

Segundo o Bashar, é quando cada pessoa está exatamente onde precisa, na hora certa, com o que o outro precisa, e recebe o que ela mesma precisa, no tempo perfeito.

Quais profissões vão crescer com a IA?

O relatório do Fórum Econômico Mundial aponta crescimento em funções de dados, IA, engenharia ambiental, educação e cuidado.

Como não ter medo de perder o emprego para a IA?

Entender quais tarefas tendem a mudar, aprender as novas ferramentas e investir no que você faz com entusiasmo ajuda a trocar o medo por preparo.

Para se aprofundar

“Dar e Receber”, de Adam Grant: um livro sobre como as pessoas que contribuem com os outros constroem carreiras mais sólidas. Tem tudo a ver com a ideia de ter o que o outro precisa.

Conclusão

A IA vai substituir empregos, e o Bashar não esconde isso. Mas, na visão dele, o que vem depois não é o vazio. É um mundo em que cada um oferece o que tem de mais verdadeiro. Por isso, talvez a pergunta mais útil não seja “o que eu vou perder?”, e sim “o que eu tenho para oferecer?”.

E você? Se o dinheiro não fosse a questão, qual seria o seu trabalho? Conta aqui nos comentários. 💛 E, se esse tema mexeu com você, leia também o nosso artigo sobre o eu autêntico segundo o Bashar

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Fontes

  • Fórum Econômico Mundial. The Future of Jobs Report 2025. weforum.org
  • Wrzesniewski, A.; Dutton, J. E. (2001). Crafting a Job: Revisioning Employees as Active Crafters of Their Work. Academy of Management Review, 26(2), 179–201. doi.org/10.5465/amr.2001.4378011
  • Bíblia: Nova Versão Internacional (NVI) e Almeida Revista e Atualizada (ARA).
  • Vídeo: trecho de canalização de Bashar, por Darryl Anka, sobre a vida depois do contato (“Bashar on Life After Contact”), legendado em português pelo @vejaabelezaaqui.