Quando tudo dá errado: o que Bashar ensina sobre a correnteza da vida

Segunda-feira, 7h40. O despertador não tocou, o café caiu na blusa branca e, quando você chega ao ponto, o ônibus está virando a esquina. Você olha para cima e pensa: “Sério, Deus?”

Se você já teve um dia assim, ou uma fase inteira assim, este texto é para você. Porque quando tudo dá errado, o Bashar faz uma provocação curiosa: e se até isso fizer parte de Deus?

Resposta rápida: Para o Bashar, tudo é Deus conhecendo a si mesmo, e existem lições em tudo. Ele compara a vida a um rio com correnteza: você pode nadar contra ela ou seguir o fluxo. Nadar contra também ensina e deixa você mais forte, e até o que parece negativo pode te ajudar a aprender uma lição que te faz crescer.

Quando tudo dá errado, o que o Bashar diz?

O trecho começa com uma frase curta e enorme: “Tudo é Deus, conhecendo a si mesmo.” E ele faz questão de repetir: tudo. Logo depois, completa: “Existem lições em tudo.”

Para explicar, o Bashar usa uma imagem simples. É como se existisse um rio, e dentro dele uma correnteza. Você pode escolher nadar rio acima, contra a correnteza.

Aí vem a pergunta que muita gente faria: se eu estou lutando contra a correnteza, então a correnteza não é Deus? A resposta dele é direta: não. A correnteza faz parte do rio.

Repare no que isso significa. Aquilo que parece estar contra você também faz parte do todo. Não existe um pedaço do rio que fica de fora.

E é aqui que fica interessante, porque o Bashar não diz qual caminho é “certo”. Ele pergunta: o que você prefere?

Nadar contra a corrente também ensina

Dá para aprender uma lição nadando contra a correnteza? Segundo o Bashar, sim. Quem nada rio acima pode desenvolver músculos mais fortes.

E tem um detalhe bonito: por causa disso, você vai estar mais forte quando finalmente se soltar e fluir rio abaixo. O esforço não foi desperdiçado. Ele virou força.

Até o que parece negativo pode te ajudar

A conclusão dele fecha o raciocínio: mesmo o que parece negativo ainda pode ser algo que vai te auxiliar e te apoiar, ao aprender uma lição que te ajuda a crescer.

Repare na palavra “parece”. O Bashar não diz que tudo é agradável. Ele diz que o negativo pode carregar uma lição. Mas como isso funciona numa terça-feira comum, com boleto, chefe e família?

Como isso aparece na vida real

Os exemplos abaixo são nossos, não do Bashar. Servem para desenhar na prática o que ele quis dizer.

No trabalho

Você se preparou meses para uma promoção e ela foi para outra pessoa. Nadar contra a corrente é passar semanas tentando provar que o chefe errou. Funciona como treino: você aprende a argumentar, organiza seus resultados, descobre seu valor.

Seguir o fluxo é perguntar o que faltou, fazer aquele curso que você vinha adiando e atualizar o currículo. Muita gente olha para trás e percebe que o “não” abriu espaço para uma vaga melhor ou uma carreira nova.

No dinheiro

O carro quebrou no mês em que você ia finalmente começar a guardar dinheiro. Dá raiva, claro. Mas é comum que um susto desses seja o que faz a pessoa montar a primeira planilha de finanças pessoais ou criar uma reserva de emergência. A lição veio embrulhada num conserto caro.

Nos relacionamentos

Toda vez que vocês discutem, a briga é a mesma. Nadar contra é tentar vencer a discussão. Seguir o fluxo é parar e perguntar: o que essa briga repetida está tentando me mostrar? Às vezes a lição é aprender a ouvir. Às vezes é aprender a colocar um limite.

E você, onde está nadando contra a corrente agora? No trabalho, no dinheiro ou em alguma relação? Guarde a resposta, porque ela vai servir no exercício lá embaixo.

O que a ciência diz sobre crescer com as dificuldades

A ciência não fala em Deus nem em correnteza. Isso é ensinamento do Bashar. Mas algumas pesquisas conversam muito bem com a ideia.

Algumas dificuldades deixam a gente mais forte

Em 2010, os psicólogos Mark Seery, Alison Holman e Roxane Cohen Silver publicaram um estudo no Journal of Personality and Social Psychology que acompanhou por vários anos uma amostra nacional de adultos nos Estados Unidos. Pessoas que tinham passado por algumas dificuldades na vida relataram melhor bem-estar do que quem tinha passado por muitas e também do que quem não tinha passado por nenhuma. Elas também foram as menos abaladas por problemas recentes.

O próprio autor faz uma ressalva: os dados não provam causa e efeito, e o benefício aparece com dificuldades em dose moderada. Não é um convite para buscar sofrimento. É um lembrete de que o que você já atravessou pode ter construído os seus “músculos”.

Lutar contra um pensamento faz ele voltar

Em 1987, o psicólogo Daniel Wegner, de Harvard, pediu que voluntários não pensassem num urso branco por alguns minutos e tocassem um sino sempre que o urso aparecesse. O urso continuou aparecendo. E quem tentou suprimir o pensamento pensou ainda mais nele depois.

É quase a versão de laboratório da correnteza: quanto mais você briga contra o que está sentindo, mais força dá a isso. Aceitar não é concordar. É parar de gastar energia lutando com o rio.

O que a Bíblia diz quando tudo dá errado

O Bashar não cita a Bíblia neste trecho. As conexões abaixo são nossas, e mostram como ideias parecidas aparecem em tradições diferentes.

Quando o Bashar diz que tudo é Deus, lembra a fala de Paulo em Atos 17:28: “nele vivemos, nos movemos e existimos”. Nada fica de fora do rio.

Quando ele diz que até o negativo pode ajudar, lembra Romanos 8:28, que ensina que todas as coisas cooperam para o bem de quem ama a Deus. Todas, não só as boas.

A história de José, no Gênesis, é talvez o melhor exemplo. Vendido pelos irmãos, levado como escravo, preso injustamente. Anos depois, já governador do Egito, ele diz aos irmãos que eles planejaram o mal, mas Deus transformou aquilo em bem (Gênesis 50:20). A correnteza que parecia contra ele o levou exatamente aonde precisava estar.

E Tiago 1:2-4 fala das provações como algo que produz perseverança e amadurece a pessoa. É a mesma imagem dos músculos fortalecidos de quem nadou rio acima.

Se você cresceu ouvindo que o que dá errado é castigo, vale ler também o que o Bashar ensina sobre Deus não punir.

5 lições para aplicar quando tudo dá errado

Agora, a parte prática. Quando tudo dá errado, experimente seguir estes passos:

  1. Pare e dê nome à correnteza. Em uma frase: o que exatamente deu errado? “Perdi o ônibus” é diferente de “minha vida é um desastre”.
  2. Pergunte: o que isso pode me ensinar? Não precisa achar a resposta na hora. Só abrir a pergunta já muda o jeito de olhar.
  3. Veja onde você está forçando. Tem algo que você está tentando controlar a todo custo? Se a pressa é o seu jeito de nadar contra, leia como parar de ter pressa segundo o Bashar.
  4. Reconheça a força que você já ganhou. Lembre de uma dificuldade antiga que te ensinou alguma coisa. Esse músculo existe.
  5. Solte uma coisa hoje. Uma cobrança, uma discussão, uma expectativa. Muitas vezes o que prende é uma crença antiga, e identificar crenças limitantes ajuda a ver qual delas está te fazendo remar contra.

Exercício para fazer hoje: o diário da correnteza

Pegue um caderno e faça três colunas:

  • O que deu errado (fatos, sem julgamento)
  • O que estou forçando (onde estou nadando contra)
  • O que isso pode estar me ensinando (mesmo que a resposta seja “ainda não sei”)

No fim, escreva uma única coisa que você vai soltar hoje. Volte a essa página daqui a sete dias e veja o que mudou. Se quiser ir além, aprenda a ressignificar o que aconteceu com outro ensinamento do Bashar.

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Ferramentas que ajudam a seguir o fluxo

  • Caderno ou diário: o exercício da correnteza funciona muito melhor no papel, e reler as páginas mostra o quanto você cresceu.
  • Apps de meditação guiada: alguns minutos por dia ajudam a perceber quando você começou a brigar com o rio.
  • Planilha de finanças pessoais: se a correnteza da vez é o dinheiro, organizar os números traz clareza e calma para decidir.
  • Cursos de inteligência emocional: ensinam a lidar com frustração e conflitos no trabalho e nos relacionamentos.
  • Livros sobre resiliência: indicamos um logo abaixo.

Quem é o Bashar?

Bashar é um ser canalizado pelo americano Darryl Anka desde os anos 1980. Nas transmissões, ele fala sobre crenças, frequência, escolhas e como viver seguindo a própria empolgação. O site oficial reúne as transmissões (em inglês).

Perguntas frequentes

O que fazer quando tudo dá errado?

Pare, dê nome ao que aconteceu e pergunte o que aquilo pode te ensinar. Depois, veja o que você está forçando e escolha uma coisa para soltar hoje.

O que o Bashar quer dizer com “tudo é Deus”?

Que tudo o que existe é Deus conhecendo a si mesmo, inclusive o que parece estar contra você. Na imagem dele, a correnteza também faz parte do rio.

O que significa nadar contra a corrente?

Na metáfora do Bashar, é resistir ao fluxo. Isso também ensina e fortalece, mas você pode escolher seguir com a correnteza.

É preciso sofrer para crescer?

Não. O Bashar diz que dá para aprender nadando contra, mas pergunta o que você prefere. E a pesquisa de Seery indica benefício apenas com dificuldades em dose moderada.

O que a Bíblia diz quando tudo dá errado?

Romanos 8:28 ensina que todas as coisas cooperam para o bem, e a história de José (Gênesis 50:20) mostra o mal sendo transformado em bem.

Seguir o fluxo é desistir?

Não. É parar de gastar energia brigando com o que já aconteceu e usar essa força para o próximo passo.

Para se aprofundar

O Obstáculo é o Caminho (Ryan Holiday): um livro prático, inspirado nos filósofos estoicos, sobre transformar problemas em oportunidades de crescimento.

Curso de inteligência emocional: para quem quer um passo a passo guiado para lidar com frustrações e fluir melhor no dia a dia.

Conclusão

Quando tudo dá errado, a correnteza continua sendo parte do rio. Você pode nadar contra e sair mais forte, ou se soltar e deixar que ela te leve. Em qualquer dos dois, existe uma lição esperando por você.

Me conta nos comentários: qual foi a última coisa que deu errado e acabou te ensinando algo? E, se quiser continuar, leia o que o Bashar diz sobre sincronicidade e por que não existem acasos.

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